Gosto de tomar chá de noite e café de manhã (de pijama... nos dois casos);
Eu prefiro fazer a comprar pronto;
Só leio um livro e vejo um filme uma vez (ok, com exceção de Dirty Dancing, que assisti umas 4 vezes... mas eu era pré-adolescente, não conta...);
Gosto de esmalte escuro nas mãos e claro nos pés;
Quando a comida é boa, e a fome é grande, eu como gemendo (às vezes, basta a fome estar grande...);
Como iogurte de sobremesa do jantar (de soja...);
Não gosto de dormir depois do almoço;
Lembro do perfume das pessoas, antes de lembrar dos nomes (e lembro dos cheiros das coisas, casas, cozinhas, campos...);
Adoro ver seriados de TV a cabo quando durmo em hotel (vai ver que é porque não tenho televisão em casa...);
Não consigo guardar raiva de ninguém no coração (posso até guardar por um tempo, mas o rancor me consome e tenho que deixar a raiva sair pra ficar bem de novo);
Vivo identificando meus momentos em letras de música (não, não, não tem nenhuma do Roberto Carlos no repertório!);
Eu ando muito pensativa ultimamente...
1 de maio de 2011
21 de abril de 2011
Creme de chocolate
Vocês conhecem aqueles potinhos de creme de chocolate industrializados, não conhecem? Quando eu era criança passava uma propaganda na televisão que mostrava várias pessoas jogando as colherinhas pro alto e comendo o creme com os dedos... Provavemente vários de vocês lembram ;). Eu ficava morrendo de vontade de comer aquele creme, que me parecia o supra-sumo da cremosidade e do sabor de chocolate, só de ver aquelas pessoas enlouquecidas jogando as colherinhas para o alto e engolindo o creme com os dedos! Ah, o poder da propaganda... Mas certamente, meu desejo era enorme por um outro motivo: minha mãe NUNCA comprava aqueles potes de creme! Comida industrializada praticamente não entrava na minha casa, se bem que há 25 anos atrás, numa cidade não tão grande como a minha, a oferta era bemmmmm menor, certo? Não havia milhares de tipos de biscoitos, era cream cracker (que aqui a gente chama de bolacha, e não biscoito), maisena, maria e biscoito recheado de chocolate. Me lembro quando lançaram o biscoito negresco, caramba, foi revolucionário! Minha mãe fazia biscoitos, e comprava cream craker, no máximo. Salgadinhos? Era só o fandango e uma rosquinha com gosto de cebola (cebolitos? Alguem aí lembra o nome?), e eu só comia escondido, na casa dos outros. Não havia as centenas de bolinhos, barrinhas, chocolates, balinhas, bombons, etc, que existem agora. Minha mãe comprava uma caixa de chocolate da garoto e escondia no armário dela. Liberava UM bombom, esporadicamente, depois de muita insistência e de um belo prato de almoço. Refrigerante? Não comprava, nem sob tortura. Claro que quando eu era pequena, achava todo esse racionamento uma verdadeira barreira intransponível às coisas boas do mundo (ou pra falar mais infantilmente, uma chatisse, uma injustiça!).
Hoje, eu sou mãe. Posso dizer que herdei os bons hábitos, mas confesso que tenho que ser mais chata que minha mãe, pois minhas filhas são submetidas a muito mais opções, estímulos e ocasiões de comer porcaria que quando eu era criança. Minhas filhas estudam numa escola em que as crianças levam o lanche de casa e me entristece observar que poucos pais se preocuparem efetivamente com a alimentação dos filhos. E no meio de um mar de salgadinho e biscoito recheado, é uma verdadeira guerra convencer uma criança de 5 anos a comer fruta... Mas eu luto, luto, e não desisto. Sei que a desculpa pra aqueles pais é o tempo, mas tem coisa mais rápida que lavar uma fruta?
Acho que o verdadeiro problema está no embate. Existe uma inclinação natural do ser humano para os alimentos mais energéticos, é biológico. Consolidamos essa característica em anos e anos de evolução da espécie, pois os alimentos mais calóricos são aqueles que podem garantir uma maior sustentação energética do corpo por mais tempo (caso o alimento venha a se tornar escasso no meio em que vivemos). Sendo assim, uma criança, desprovida de senso crítico em relação ao que faz ou não faz mal à saúde, entre uma fruta e um biscoito recheado, vai escolher o quê? Não é difícil responder... Não é só uma questão de gosto, mas de quantidade de açúcar, entende? Não é mais rápido abrir um pacote de batata frita, só é mais cômodo. Não é preciso justificar por que queremos que a criança coma aquilo, que faz bem pra pele, pro cabelo, que deixa inteligente, etc, etc, etc. Muita gente precisa evitar ao máximo contrariar um filho. Que necessidade é essa de gratificar (com brinquedos, guloseimas) as crianças o tempo todo? Que sentimento de culpa exagerado é esse que sentimos o tempo todo, que precisamos compensar com agrados materiais?
Antes que vocês achem que eu sou uma verdadeira radical, saibam que não sou. Libero guloseimas no final de semana, com moderação. Mas busco sempre ensinar que a gente pode sim, comer "laminha" (apelido aqui de casa pra falar de guloseimas), mas esse tipo de comida é pra ser comido em ocasiões específicas, pra variar o cardápio e não como hábito diário. Tenho a esperança que o exemplo vai ficar gravado na cabecinha delas e quando crescerem e forem donas do prório nariz, aptas a escolherem o que vão comer, escolherão comida de verdade.
Esse creme é minha versão para o potinho industrializado. É bem rápido, e tem aceitação garantida, pois leva bastante chocolate.
Creme caseiro de chocolate
Ingredientes:
200g de chocolate sem leite
4 xícaras de leite de soja (eu usei o leite não adoçado)
2 col. (sopa) de maizena
Açúcar a gosto (eu não usei, mas minhas meninas preferem com açúcar...)
Como fazer:
Corte o chocolate em pedaços pequenos. Coloque o chocolate numa panelinha com três xícaras de leite e leve ao fogo baixo, mexendo de vez em quando. Enquanto o chocolate não derrete completamente, misture a maizena à xícara de leite restante. Quando o chocolate derreter, incorpore o leite misturado com maizena e vá misturando até engrossar. Não precisa deixar engrossar muito, pois o creme fica mais espesso depois de frio. Coloque em potinhos de sobremesa ou ramequins, espere esfriar e leve à geladeira por quatro horas antes de servir.
Excelente sobremesa para um almoço de Páscoa!
17 de abril de 2011
Sopinha francesa pra espantar o frio
O tempo deu uma mudada radical nesses últimos dias, o sol e o calor implacáveis deram lugar à chuva e ao friozinho... Em dias assim acho que a melhor pedida para o jantar é uma sopinha quentinha e aconchegante, e ontem resolvi fazer minha sopa preferida: Vichyssoise. Essa sopa é de origem francesa, mas aprendi a fazer mesmo no site Panelinha. Apesar de ter falado antes que não gosto de copiar receitas dos sites dos outros, vou escrever à minha maneira, ok? ;)
Vichyssoise
Ingredientes:
4 batatas grandes
um talo de alho-poró
1 cebola pequena
2 col. (sopa) de manteiga (a versão do site também leva creme de leite, mas por motivos óbvios, passe adiante)
Caldo de legumes ou de frango caseiro (se não tiver caldo caseiro, use água mesmo)
Sal, pimenta do reino e noz moscada
Como fazer:
Fatie e lave em água corrente o alho-poró, descartando a ponta das folhas. Pique a cebola e corte as batatas em pedaços médios. Refogue a cebola e o alho-poró na manteiga até amolecer. Acrescente a batata e mexa bem. Adicione caldo de galinha ou legumes caseiro até cobrir as batatas, e deixe no fogo até ferver. Cozinhe até as batatas ficarem bem molinhas, quase se desfazendo, acrescentando água de vez em quando para não grudar no fundo.
Espere a sopa amornar um pouco e bata no liquidificador até obter um creme homogêneo bem liso. Volte ao fogo só para esquentar, coloque sal, pimenta do reino moída na hora e noz moscada ralada na hora.
Você pode substituir a batata por inhame ou cará, fica ainda mais delicioso!
9 de abril de 2011
Chocolates sem leite
Nada mais oportuno que falar de chocolate no mês de abril, certo? Se você é daqueles que todo ano sofre com o dilema comer e passar mal ou não comer e passar vontade, esse post é pra você. Nos últimos dois meses tenho comido mais chocolate do que em toda minha vida, com um propósito genuinamente científico, nada mais, juro, e tudo isso é pra contar pra vocês qual as opções que temos no mercado. Lembram que comentei antes sobre a dificuldade de encontrar chocolate nacional sem leite em seus ingredientes há três anos atrás? Pois bem, nessa investigação acabei descobrindo que os fabricantes finalmente estão atentando para o fato de que cada vez mais pessoas com intolerância a lactose ou alergia a leite tem procurado produtos que realmente respeitem essas disfunções. E encontrei várias opções de chocolate sem leite, ou contendo apenas traços dele, com preços acessíveis e gostos decentes. Experimentei alguns, e trago aqui essas experiências para compartilhar com vocês. Não são os únicos chocolates sem leite que encontrei nomercado, existem outros, mas acho que esses aqui já podem ajudar em caso de desejo incontrolável, ;)
Como falei antes, a Garoto tem dois tipos de chocolate sem leite no mercado: o Chocolate Meio Amargo para Cobertura e o chocolate Talento Intense. O chocolate para cobertura é realmente bom para fazer cobertura, como o nome já diz, mas também sobremesas, bombons, ganaches e mais receitas de sobremesa que pedem grande quantidade de chocolate. O Talento Intense tem 55% de cacau na massa, tem pedacinhos de amêndoas e é bom mesmo para degustação.
Outra marca que começou devagarzinho nessa linha mas hoje tem várias opções de chocolate sem leite é Cacau Show. Nessa Páscoa eles estão oferecendo até ovo de Páscoa sem lactose e sem proteína de leite (da linha Zero Lactose e Glúten) Os chocolates da Cacau Show são bem variados: com pedacinhos de laranja cristalizada, com 70% de cacau, com 55% de cacau, orgânico, etc.
Eu experimentei alguns. O chocolate com laranja é o meu mais novo preferido. O balanço entre chocolate e laranja é simplesmente ótimo. Perfeito pra comer como sobremesa ou lanchinho no meio da tarde. Os chocolates com no mínimo 50% de cacau, incluindo o orgânico, são bons, mas eu tendo a preferir aquele que tem 70% de cacau, pois acho que o gosto fica mais pronunciado e natural. Em todo caso, os chocolates da marca são para degustação, quero dizer com isso que a relação peso/preço é grande pra usar pra sobremesa. Mas enfim, isso $depende$ de cada um, ;)
Outra opção nacional são os chocolates de soja, da marca Choco Soy Olvebra. Sinceramente... eu acho que são última opção. Se é pra comer chocolate sem leite, substituir o leite de vaca por extrato de soja não acrescenta sabor ao chocolate e nem tampouco consistência. Chocolates sem leite podem ser macios e saborosos, então não há uma real necessidade em adicionar leite de soja no chocolate. De qualquer forma, se quiser experimentar, existem quatro tipos: chocolate, chocolate com flocos de arroz, chocolate light e chocolate 50% cacau (meio-amargo). De todos, sem dúvida, o chocolate meio-amargo é o melhor.
Outras opções que experimentei são os chocolates da marca Casino, importados da França. Eles tem inclusive um chocolate sem leite de cobertura (chamado Noir Dessert), que é vendido em lote de duas barras de 200g. Sai um pouco mais caro que comprar a barra de chocolate de cobertura da Garoto, mas não tenha dúvida, o sabor é melhor. Além do chocolate de cobertura, Casino tembém oferece chocolate com 72% de cacau e 80% de cacau. O com 72% de cacau é excelente para degustação. O com 80% é bem forte, quase seco, e funciona como um verdadeiro cafezinho pra espantar a sonolência (chega a me dar taquicardia, se como mais de um quadradinho).
Se você quiser investir um pouco mais, é possível encontrar em alguns supermercados chocolates sem leite da marca suissa Lindt: com 70% de cacau, com 85%, meio-amargo com pimenta e meio-amargo com laranja. São mais caros, mas vale a pena comprar uma vez na vida, pra sentir o que é, definitivamente, um bom chocolate. Nem preciso dizer que todos esses são para degustação, e valem cada centavo do preço, acreditem.
Aproveito para registrar que vale a pena olhar direitinho os ingredientes nas embalagens de chocolate, pois de vez em quando a gente se surpreende. Um exemplo é que descobri que a Toblerone tem uma opção sem leite, com crocantes irresistíveis ;). Muito bom para degustar.
Se o seu caso não é ter alergia/intolerância a leite, mas sim ter filhos com alergia/intolerância a leite, garanto que as crianças também vão gostar dos chocolates meio-amargo (acima de 70% de cacau a aceitação não é garantida...). É até uma questão de educação de gosto. Acostumar seus filhos a comer bons chocolates (geralmente os chocolates mais ricos em cacau são de qualidade superior, pois contem menos ingredientes processados) vai ser melhor pra saúde e também pra formação do paladar deles. No final das contas acho que vale para o chocolate o que vale para todos os produtos processados que compramos: quanto menos ingredientes na fórmula, maior a garantia de estar comprando um produto de qualidade, com ingredientes seguros e gosto genuino.
Para concluir, quero deixar claro que muitos dos produtos elencados nesse post contem traços de leite. Para mim, que tenho alergia a proteína do leite, não me causa problema ingerir traços de leite, mas eu sei que pra quem tem intolerância a lactose pode ser problemático. Portanto, por favor, leiam os ingredientes dos produtos sugeridos aqui e façam suas experências pessoais, ok? E mais, nem todo chocolate dito meio-margo é feito sem leite, sobretudo no que diz respeito aos chocolates nacionais! Fiquem de olho e, mais uma vez, leiam os rótulos antes de comprar qualquer coisa! Não se acanhem em compartilhar conosco suas experiências e sugestões!
26 de março de 2011
Experiências culinárias precoces: bolinho italiano de chocolate
Algumas pessoas repararam que dentre as fotos do post passado tivemos a de uma fornada de bolinhos. Naquele domingo, fiquei com as meninas sozinha e tive que rebolar para entretê-las o dia todo! Claro que colocar as meninas para me ajudar na cozinha foi uma ideia maluca, mas dei muitas risadas - e fizemos muita sujeira!

Elas adoraram botar a mão na massa (não tão "na massa" assim...) e mais ainda comer os bolinhos que me ajudaram a fazer. Além disso, só com os bolinhos consegui deixá-las entretidas a manhã inteira, e ainda consegui fazer o que gosto!
A receita foi escolhida por elas também. Está no livro "Larousse da Cozinha Italiana", e se chama Dolce al cioccolato, ou, em bom português, Torta de chocolate. Na receita original, o bolo leva cobertura de ganache, mas fiz sem a cobertura e ficou delicioso mesmo assim! Na minha humilde opinião, o melhor bolo de chocolate que já fiz! Eis a receita:
Bolo italiano de chocolate
Ingredientes:
100g de chocolate meio amargo
100g de manteiga
3 ovos
150g de açúcar
50g de farinha
1 col. (chá) de fermento em pó
Como fazer:
Coloque o chocolate para derreter em banho maria com a manteiga. Enquanto o chocolate derrete, bata os ovos com o açúcar até espumar. Adicione a farinha e o fermento, e depois o chocolate derretido (já morno).
Espalhe a massa em uma forma redonda untada ou em pequenas formas de bolinho e coloque para assar em forno pré-aquecido a 180 °C por 25 minutos. Certifique-se que a massa está cozida fazendo o teste do palito. Sirva morno ou frio.
18 de março de 2011
12 de março de 2011
Sorvete de limão

Ando pensando muito em sorvetes, não é mesmo? É o calor, é o calor...* Esses dias caí numa receita linda de sorvete de limão nesse blog que me deu realmente vontade de experimentar. Como você pode conferir na página do blog, a receita leva leite e creme de leite. Foi só substituir os referidos laticínios pelos similares de soja, e fazer o resto à risca, ou quase: tirei as raspinhas dos limões com ralador, e só depois botei tudo no liquidificador. E como não tenho sorveteira, coloquei pra gelar por três horas, mexendo o sorvete de meia em meia hora durante o processo de congelamento. Não é um sorvete para crianças, vou ser sincera. É bem ácido para os pequenos.

O sorvete fica bem azedinho, com aquelas raspinhas no meio. Se demorar mais de três horas para consumir, antes de servir, só pra ficar mais cremoso, espere amolecer um pouco e bata no liquidificador novamente.
* A prova do calor que tem feito são essas fotos, com o sorvete já meio derretido antes mesmo de eu começar a comer...
* A prova do calor que tem feito são essas fotos, com o sorvete já meio derretido antes mesmo de eu começar a comer...
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