22 de março de 2013

Tiramisu sem laticínio


Agora que já mostrei a receita de um creme básico feito de soja para preparar sobremesas práticas e gostosas, vou mostrar uma receita um pouco mais elaborada que, modéstia a parte, vale cada minuto gasto para fazê-la. Os puristas vão dizer que é muita pretensão da minha parte chamar essa receita de tiramisu, e para eles tenho uma resposta: se você não pudesse ingerir laticínios, ficaria BEM feliz em poder comer algo similar. Tiramisu é uma delícia, e desde que me tornei alérgica a leite, lamento não poder mais comer essa sobremesa italiana tão perfeita. Me dou conta agora que fazer tiramisu sem laticínio é tão improvável quanto fazer cheese cake, não é mesmo? Mas é possível. E já que a proposta aqui é melhorar (pro nosso lado, certo?), aproveitei e tirei as gemas de ovo da receita original também, pra ficar mais simples ainda de fazer!


Tiramisu de soja

Ingredientes:

100g de biscoito champanhe
2 xícaras de café forte e frio
1 caixa de creme de leite de soja
1 colher (sopa) de leite condensado de soja
Suco de 1 limão pequeno
1 clara de ovo
Cacau em pó para polvilhar

Como fazer:

Prepare o creme: misture no liquidificador o creme de soja, o leite condensado de soja e o suco de limão (igualzinho à receita básica de creme de soja, mostrada aqui). Reserve. Bata a clara de ovo em neve. Junte a clara batida à mistura de soja aos poucos, por partes, misturando delicadamente. Coloque o creme na geladeira para firmar, por uma hora. Para montar o tiramisu, molhe alguns biscoitos no café, disponha pedaços de biscoito no fundo de potinhos individuais, coloque um pouco de creme de soja por cima e repita a operação, até acabar o creme (você pode precisar de um pouco mais de biscoito, portanto reserve um pouco mais de biscoito do que peço na receita). A última camada deve ser de creme. Polvilhe cacau em pó por cima dos potinhos e deixe na geladeira por algumas horas antes de servir. Se você quiser fazer numa travessa grande, para mais pessoas, é só dobrar todos os ingredientes.

13 de março de 2013

Creme básico de soja e várias possibilidades


Eu tenho a mania de tentar adivinhar os ingredientes de algum prato que experimento e acho bom. Inspirada numa sobremesa de um restaurante natureba da cidade, tentei fazer um creme para servir de sobremesa num almoço que fiz para um amigo vegetariano. Depois que ficou pronto, e deu certo, percebi que esse mesmo creme pode servir de base para várias outras sobremesas mais elaboradas. O creme simples pode ser acrescido de suco de limão e raspas de casca de limão, e servido como mousse. A mesma mousse pode servir de recheio para tortinhas doces. A partir do creme básico, fiz alguns experimentos que deram certo e vou mostrar pra vocês aqui no blog posteriormente. Hoje vou mostrar a receita básica e as duas primeiras receitas que fiz com ela: mousse e tortinhas de limão. Para vocês verem que com poucos ingredientes dá pra fazer uma sobremesa rapidíssima e gostosa.

Creme básico de soja para sobremesas

Misture no liquidificador 1 caixa de creme de leite de soja, 1 colher de sopa de leite condensado de soja e suco de 1 limão. Reserve na geladeira.


Mousse de limão

Acrescente, à mistura anterior as raspas da casca de um limão. Coloque na geladeira por algumas horas antes de servir.


Tortinhas de limão

Para fazer a massa, triture um pacote de biscoitos maisena (atenção aos ingredientes do biscoito! A maioria das marcas usam leite em pó ou soro de leite em sua fórmula) e acrescente 1/2 xícara de granola também triturada. Incorpore 100g de manteiga, até formar uma farofa úmida. Forre o fundo e as laterais de forminhas de mini-tortas com a massa (rende aproximadamente 6 tortinhas), e asse em forno pré-aquecido a 200° C, por 30 minutos ou até dourar a massa. Retire do forno, espere esfriar e recheie com a mousse de limão, feita seguindo a receita acima. Deixe na geladeira por algumas horas e se quiser, decore as tortinhas com raspas de casca de limão antes de servir.

No próximo post vou mostrar outra receita com o creme básico de soja: tiramisoja!

6 de março de 2013

Milanesas da minha sogra


Minha sogra passou uns dias aqui em casa e deixou lembranças maravilhosas. Além de me dar preciosos conselhos, deixou várias massas de pizza caseiras no meu congelador, e não foi embora sem me ensinar uma receita de milanesas que ela faz num piscar de olhos! Assim que tive um tempinho, coloquei em prática os ensinamentos (das milanesas, porque os conselhos pus em prática imediatamente!). Milanesas podem ser de carne ou frango, o princípio é o mesmo. Cortar a carne em bifes bem finos, envolver com uma mistura de ovos e temperos, cobrir com farinha de rosca, e pronto. Mas minha sogra tem um segredinho que vale ouro. Faz um monte de uma vez e coloca pra congelar. Na hora de consumir, basta tirar a quantidade necessária, deixar descongelar (cinco minutos!) e pôr pra assar numa travessa untada. Nada melhor pra salvar um almoço de sábado!

Milanesas de carne

Ingredientes:

Aproximadamente 500g de patinho ou coxão-mole (essa quantidade rende muito. Serve para fazer para consumo imediato e congelar outra parte)
2 ovos caipira
2 dentes de alho picados
Orégano, sal e pimenta do reino a gosto
Farinha de rosca quanto baste

Como fazer:

Fatie a carne em bifes finos e reserve. Numa tigela, bata o ovo, e misture o alho, e o restante dos temperos. Acomode as fatias de carne na mistura de ovos, tampe a travessa e deixe na geladeira por algumas horas. Retire as fatias de carne da mistura de ovos e passe-as na farinha de rosca, envolvendo-as bem. Disponha alguns bifes numa tábua de madeira e com o punho fechado, ou um batedor de carne, dê umas batidas nos bifes, nos dois lados. O objetivo disso é fazer a carne agregar bem a farinha de rosca e deixar as fatias mais fininhas. Você pode polvilhar mais farinha nos bifes depois das batidas, o importante é que eles fiquem bem envoltos com a farinha. Unte uma forma com óleo e disponha os bifes em cima. Asse em forno pré-aquecido a 200°C, por 15 minutos, vire os bifes e asse por mais 10 minutos. Se quiser congelar uma parte, disponha os bifes já prontos numa tábua (ou qualquer objeto plano relativamente largo, pode ser uma tampa de um grande pote de plástico ou uma forma de pizza), em uma camada, cubra com papel manteiga, disponha mais bifes e assim sucessivamente, até dispor todas as milanesas. Para consumir depois, retire a quantidade de bifes que for consumir, espere descongelar e asse como explicado anteriormente.
 

30 de janeiro de 2013

Estrogonofe de carne


Ganhei do filho de uma amiga um caixinha de creme de arroz que não vendem por aqui e pensei bastante no que fazer com essa preciosidade... A única opção de creme de leite vegetal que tenho no mercado local é o de soja, que infelizmente é adoçado e tem gosto de baunilha, ou seja, praticamente impossível de ser usado para fazer receitas salgadas... Como o creme de arroz é sem açúcar e tem um gostinho bem suave, usei-o para fazer uma receita salgada.
Uma receita que faz parte da minha infância...
Minha mãe fazia um autêntico estrogonofe (de carne, claro) em que ela flambava a carne com conhaque, e eu, quando não estava na escola, corria pra cozinha pra ver o espetáculo (ela também flambava bananas fritas com rum, e servia com calda quente de chocolate no lanche das crianças... É, em matéria de comida, ela é bem básica, minha mãe...). E nada de batata palha no acompanhamento! Era arroz branco e só.
Bem, como vocês já devem ter entendido, nesse caso substituí o creme de leite pelo creme de arroz. Além disso, como não sabia exatamente quais ingredientes minha mãe usava para fazer o dela, fiz bem simples, sem muitos temperos (mãe, aproveita e me conta como faz o seu!!!). E servi com arroz e purê de batata.
Não chegou aos pés do seu, viu, mãe, mas ficou uma delícia!


Estrogonofe de carne sem laticínios

Ingredientes:

600g de carne cortada em tirinhas ou cubinhos (pode ser de filé, coxão mole, patinho, etc)
2 dentes de alho picados
Um copinho de rum ou conhaque para flambar
1 vidrinho de cogumelos fatiados
1 caixinha de creme de arroz
3 colheres de sopa de molho de tomate peneirado
1 folha de louro
1 pitada de cominho
Sal e pimenta do reino moída na hora a gosto
Óleo para fritar a carne

Como fazer:

Tempere a carne com o alho picado. Frite a carne numa frigideira grande, em fogo alto, até dourar. Acrescente o rum ou conhaque. Segurando a frigideira com o braço bem esticado, incline a frigideira um pouquinho para que a chama do fogo alcance o líquido dentro dela, e deixe pegar fogo. Quando a chama acabar, coloque os cogumelos e misture bem. Acrescente o molho de tomate, a folha de louro e o creme de arroz e misture bem, fazendo com que o queimadinho da panela se dissolva completamente no molho da carne. Deixe ferver por alguns minutos. Coloque uma pitada de cominho, sal e pimenta do reino moída na hora a gosto. Pronto!



20 de janeiro de 2013

Bolo de amêndoas e uvas


Como de costume, babei numa receita de um blog mais que querido, o Chucrute com Salsicha, e resolvi fazer um desafio comigo mesma. A receita é de um bolo que leva amêndoas na massa e uvas na cobertura. Parecia sensacional, mas tinha um probleminha... levava iogurte. Em geral, quando uma receita leva leite, eu nem penso antes de substituí-lo por leite de soja, de coco ou água mesmo, dependendo do caso. Mas quando leva iogurte... eu passo. Dessa vez foi diferente. Gostei tanto da cara do bolo que resolvi improvisar. 
A metodologia foi a seguinte (não, não pensem que sou tão metódica... isso é só pra vocês verem como fiquei motivada com a ideia, eheheh): pensar no que o iogurte tem, que o leite, por exemplo, não tem. Consistência? Cremosidade? Ok. Então, tentei duas coisas. Primeiro, misturei uma xícara de leite de soja (a mesma quantidade de iogurte que a receita original pede) com uma colher de sopa de maisena e duas colheres de chá de manteiga. Levei ao fogo até engrossar um pouco. Daí, percebi que a quantidade de leite reduziu (óbvio), a medida que foi engrossando, e nesse momento me dei conta que poderia ter simplesmente misturado leite com creme de leite de soja... No fim das contas, misturei meia xícara do leite engrossado e meia xícara de creme de leite. Na realidade, pra simplificar, você pode substituir uma xícara de iogurte por uma mistura de meia xícara de leite com meia xícara de creme de leite, ambas de soja. Ou então, se não tiver creme de leite de soja a mão, leve ao fogo uma xícara e meia de leite de soja, uma colher de sopa de maisena e duas colheres de chá de manteiga, até engrossar. Ufa!!! Não entendeu nada? Vou fazer um resumo:
1/2 xícara de creme de leite de soja + 1/2 xícara de leite de soja = 1 xícara de falso iogurte
OU
1 1/2 xícara de leite de soja +2 col. (chá) de manteiga + 1 col. (sopa) maisena, engrossados no fogo = 1 xícara de falso iogurte
Entendeu agora?

Concordo com a Fer, o bolo é delicioso, não é muito doce, e a mistura de uvas com amêndoas é finíssima. Acho que foi o bolo que durou menos tempo aqui em casa!


Bolo de amêndoas e uvas - customizado

Ingredientes:

1 xícara de falso iogurte (como indicado acima)
1/2 xícara de azeite de oliva
3 ovos (eu usei caipira)
Raspas da casca e suco de 1 limão (eu usei taiti)
1/2 xícara de açúcar
1 1/4 de xicara de farinha de trigo
3/4 de amêndoas moídas (eu usei uma mistura de amêndoas e castanhas do pará)
2 col. (chá) de fermento em pó
1 pitada de sal
2 xícaras de uvas sem sementes

Como fazer:

Corte as uvas ao meio e reserve. Misture os quatro primeiros ingredientes numa tigela grande, com um batedor de arame. Acrescente o açúcar, a farinha de trigo, a de amêndoas, o fermento e o sal, sem parar de bater, até obter uma mistura homogênea. Disponha a massa numa forma grande untada com azeite, de forma que não fique muito alta. A massa deve ficar com uns 3 cm de altura dentro da forma (pra conseguir isso, eu usei duas formas de tamanho médio). Disponha as uvas por cima da massa, delicadamente. Asse em forno pré-aquecido a 180 °C por 50 minutos ou até que um palito saia seco do centro do bolo.

16 de janeiro de 2013

Feliz ano velho!


Andei afastada do blog e da cozinha nas últimas semanas por motivos diversos: falta de tempo, falta de tempo, falta de tempo... ah, e também falta de tempo. Pois é, gente, a vida para uma mulher que trabalha, cria duas crianças e inventa de ter um blog que não tem nada a ver com o trabalho é bastante atarefada ;) Então eu estou desculpada, não estou? De qualquer forma, apesar de minhas postagens menos frequentes, 2012  foi um ano muito bom para o blog. Fui convidada a publicar uma receita em outro blog, e batemos os 70.000 acessos, apesar deste não ser um blog profissional (nem comercial)!
Mas, pelo menos no último dia do ano eu cozinhei bastante! Fiz um jantarzinho básico, sem muita frescura, mas duas receitas valem ser compartilhadas. Uma delas foi um complemento à entrada e outra foi um dos pratos principais. Bolinhas de uva e queijo de cabra e bacalhoada. As duas receitas são muito simples.

  
Bolinhas de uva e queijo de cabra

Comece fazendo queijo de cabra conforme explicado neste post, sendo que desta vez, deixe o queijo escorrer um pouco mais de tempo no paninho, para que ele fique ainda mais firme. Depois que o queijo esfriar um pouco na geladeira, cubra uvas sem semente com queijo, de forma a obter uma bolinha de uva coberta de queijo (é mais ou menos o princípio daqueles brigadeiros de uva, sabe?). Deixe as bolinhas num recipiente forrado de papel manteiga dentro da geladeira por algumas horas, para firmar bem o queijo. Triture um punhado de castanhas diversas (do pará, de cajú, amêndoas, etc), retire as bolinhas da geladeira e envolva-as nas castanhas trituradas. Sirva com salada de folhas verdes, ou sozinhas, numa tigelinha.


Bacalhoada

Ingredientes:

1kg de bacalhau dessalgado e desfiado
2 cebolas grandes
4 batatas grandes
2 tomates grandes
1 pimentão vermelho ou amarelo
azeitonas verdes e/ou pretas a gosto
Coentro ou salsa a gosto
sal, pimenta do reino e azeite a gosto

Como fazer:

Unte uma travessa grande com azeite. Disponha o bacalhau, tempere-o com pimenta do reino moída na hora e um pouco de azeite. Corte as batatas, a cebola, o tomate e o pimentão em rodelas não muito finas. Disponha as rodelas dos legumes por cima do bacalhau  na ordem que quiser (por exemplo: primeiro as cebolas, depois o tomate, o pimentão e por último as batatas. Disponha o coentro ou salsa picados e algumas azeitonas. Coloque sal e mais pimenta. Acrescente azeite generosamente e coloque para assar em forno alto (uns 200 °C) até as batatas ficarem macias.


 

6 de janeiro de 2013

Salada de rúcula e melancia


Queridos, antes de mais nada, peço desculpas pelo sumiço... Vocês já perceberam que não sou de postagens comemorativas, não é? Nadinha de receita no Natal, nem no ano-novo... Mas prometo que posto umas receitinhas que fiz no réveillon, ok? Daqui a pouco...
Nesses últimos dias andei pensando, entre outras coisas, (pois, é, eu penso... muito... o tempo todo...), que a rixa entre brasileiros e argentinos é realmente uma coisa ridícula... Não tem nada mais parecido do que um homem brasileiro e um homem argentino: em geral os dois gostam MUITO de cerveja, futebol, churrasco, e... ouso dizer?... será?... vamos lá: brasileiras! Não é não?
Ok, polêmicas a parte, aprendi com amigos argentinos uma saladinha bem fácil e original. Para impressionar as visitas ;).

Muito simples: misture folhas de rúcula com pedacinhos de melancia. Acrescente queijo de cabra ralado na hora e um molhinho feito com vinagre balsâmico, azeite e sal. Pronto!

PS.: A foto é de Guillermo Arevalo, que lembrou de última hora de fotografar o pratinho, com o celular! Obrigada Guille!

30 de novembro de 2012

Escondidinho de carne de charque, para um blog arretado!


Esse negócio de facebook tem lá suas vantagens... Um dia desses encontrei um amigo dos tempos em que morava em Recife. Amigo queridíssimo, nem ele sabe o quanto, e é claro que virei "amiga" dele no ato! Pois bem, esse amigo criou um blog muito legal que tem como objetivo mostrar um pouco em fotos e imagens as belezas e delícias de Pernambuco, sobretudo Recife. E um dia ele conheceu meu blog, e me pediu pra fazer uma receita para o blog dele. Vixe... Como juntar Pernambuco com comida sem leite?? Quase impossível... Mas lembrei da proposta do escondidinho de carne, e resolvi experimentar fazer um sem leite nem queijo. Ah! E ao invés de usar purê de macaxeira, usei purê de inhame. Ficou de lascar!

Escondidinho de carne de charque com inhame
 
Ingredientes:

1 inhame médio
1 cebola grande cortada em rodelas bem finas
1 tomate médio bem picadinho
400g de carne de charque deixada de molho da noite para o dia
óleo para fritar a cebola e a carne
sal e pimenta do reino a gosto
coentro picado a gosto
manteiga de garrafa, manteiga normal ou ghee para cobrir o escondidinho

Como fazer:

Descasque e corte o inhame, e coloque para cozinhar numa panela com bastante água e uma pitada de sal. Cozinhe até ficar bem macio. Bata no liquidificador os pedaços de inhame ainda quentes, com um pouco da água do cozimento, até obter um creme bem liso. Prove o sal e acrescente se precisar. Reserve.
Tire a carne do molho, corte em pedaços e cozinhe na panela de pressão com água por pelo menos meia hora, ou até a carne ficar bem macia. Retire a carne da panela, desfie e reserve.
Refogue a cebola no óleo, e quando ela estiver transparente acrescente o tomate. Refogue mais um pouco e disponha a carne desfiada. Misture bem e deixe refogando por alguns minutos. Prove o sal, coloque pimenta do reino a gosto e o coentro picadinho. Desligue o fogo.
Para montar o escondidinho, unte uma travessa de ir ao forno com um pouco de óleo, disponha a carne desfiada e por cima o purê de inhame. Por cima, disponha manteiga de garrafa ou colheradas de manteiga normal ou ghee. Leve ao forno para derreter a manteiga e dourar um pouco.

O endereço do blog do meu amigo é esse aqui: http://locaisesabores.blogspot.com.br/
O link para a postagem do Escondinho é esse aqui.


13 de novembro de 2012

Pão de grãos


Ainda na vibe de Florianópolis, quando voltei pra casa resolvi tentar fazer um pão inspirado nos que faz minha amiga da Ilha da magia. O pão leva grãos inteiros, cozidos, e só um pouco de farinha. Dá um pão denso, super nutritivo, parecido com aqueles pães pretos macrobióticos. Lembrei do meu pai, que há muito tempo atrás tentou ser macrô. Eu era criança na época e achava aqueles pães estranhíssimos... ;)

A receita não tem mistério, fiz as misturas no olho e anotei pra vocês.

Pão de grãos

Ingredientes:

½ xícara de trigo em grãos
½ xícara de aveia ou cevada em grãos
½ xícara de quinua em grãos
1/4 xícara de chia (ou linhaça)
1 xícara de farinha de trigo integral
1 col. (sobremesa) de sal
1 pacote de fermento para pão
½ xícara de óleo
1 xícara de água morna
Farinha de trigo branca e água para amassar o pão

Como fazer:

Cozinhe o trigo e a aveia na panela de pressão separadamente, até ficarem macios (o trigo demorou 45 minutos e a aveia 20 minutos). Deixe os grãos esfriarem e misture-os. Acrescente a farinha integral, a quinua, a chia, o sal e o óleo, depois a água morna, com o fermento já diluído. A massa deve ficar bem macia, e os grãos bem incorporados. Trabalhe a massa por alguns minutos até ela desgrudar das mãos, acrescentando farinha branca bem aos poucos, e se for o caso, água. A massa deve ficar macia, úmida, não muito compacta, senão o pão fica  muito pesado. Coloque a massa numa tigela untada, dentro do forno desligado. Deixe crescer até dobrar de volume (pelo menos por duas horas). Depois, trabalhe a massa mais um pouco, molde o pão e coloque a massa numa forma retangular para pão. Deixe crescer por mais meia hora. Pré-aqueça o forno a 190°C. Asse o pão por 45 minutos ou até crescer e dourar. Fica divino com ghee, ou geléia de frutas.

Esqueci de botar sal no meu pão, então temperei as fatias com flor de sal... hummm...

Se meu pai ainda segue uma alimentação macrobiótica? Nãããão! Traumatizou pra sempre! :))

10 de novembro de 2012

Floripa

Pier na Praia de Cachoeira do Bom Jesus

Eu raramente volto a um lugar que visito. Acho o mundo e minha curiosidade muito grandes, então sempre que posso viajar de férias eu escolho lugares diferentes pra conhecer. Florianópolis foi um dos lugares para o qual sempre quis voltar. Quando fui pela primeira vez, achei tão maravilhoso, que não resisti e publiquei um post sobre a ilha, lembra? E voltei. Só que dessa vez fiz questão de registrar as coisas boas que comi! Passei pouco tempo, então não deu pra conhecer tantos pontos gastronômicos, e também não espere que eu traga aqui referências de lugares pra comer frutos do mar... E teve vezes que a emoção foi tanta que simplesmente esquecia de registrar, :) Florianópolis definitivamente é uma cidade generosa pra quem tem alergia a leite!
Enfim, alguns lugares merecem menção honrosa e especial. Vejam aí.

Restaurante Pescador Lobo, na Praia do Forte. Praia linda, anchova grelhada inacreditável!


Depois de passear nas Dunas da Lagoa da Conceição, nada melhor do que um sorvete da Gelateria Max, na Lagoa da Conceição. Tem sorvete sem laticínios, identificados com plaquinhas verdes. Os sabores são chocolate amargo (praticamente chocolate derretido e gelado), maracujá, pomelo, limão, morango e frutas vermelhas. Provei chocolate, morango, limão (limão siciliano, ai...), frutas vermelhas e maracujá. Todos de cair pra trás! Nem dá pra acreditar que não tem leite!

 
 


Descanso pros sapatos...
 

Café lindo, o Armazém da Vila, em Santo Antônio de Lisboa. Olhem o tamanho do quindim...


Empanado integral de palmito, do Empório Mineiro, na Lagoa da Conceição, antes de encarar passeio de barco na Lagoa. Nesse café também tem uma torta de maça inacreditável que passou batida, desculpem, ;)

Diversas opções de delícias, e cafezinho com leite de soja, na melhor padaria de todos os tempos, O Padeiro de Sevilha, no Centro. Só os cookies de café e laranja valem a viagem pra Floripa! A louca rindo sou eu feliz da vida!


Praia de Moçambique, paraíso na terra. Pronta pra sair.

Ai, já estou com saudades!!

PS: Divulguei tudo de coração, de livre e espontânea vontade.

6 de novembro de 2012

Neurônios demais


Com licença, Ruy Castro, mas adorei!

Pesquisa de cientistas brasileiros, divulgada internacionalmente, comprovou que o cérebro humano só se diferenciou do dos outros primatas quando o homem aprendeu a cozinhar. Mas, atenção -não significa que você tenha um cérebro superior ao dos seus amigos apenas porque às vezes cozinha um macarrão para eles no seu apartamento.
A pesquisa se refere ao princípio do uso do fogo pelo homem, entre 600 mil e um milhão de anos atrás. Naqueles tempos pré-internet, uma novidade levava séculos para viajar de uma caverna a outra, mas o fogo foi algo tão espetacular que se disseminou como um viral. Os alimentos cozidos, mais fáceis de mastigar e digerir, permitiram maior absorção de calorias, levando ao aumento da massa encefálica e do número de neurônios do cidadão. Ato contínuo, ele desceu da árvore e começou a ler Kierkegaard. Bem, deu no que deu.
A ideia é a de que, enquanto passava a folhas, sementes, raízes e outros alimentos hoje preconizados pelos naturebas, o homem não consumia calorias suficientes para uma produção decente de neurônios. Além disso, o esforço de mastigação requerido por aquela dieta crua fazia com que não tivesse tempo para mais nada. O cozimento dos alimentos deu-lhe horas livres, que ele usou para desenvolver sua vida social - como sair para almoçar com a turma, do que resultaram ainda mais neurônios.
De repente, o homem se viu até com mais neurônios do que precisava - 86 bilhões, pela última contagem. E, de certa forma, até hoje é assim, razão pela qual as pessoas se dedicam a apagar alguns milhões de uma sentada, tomando porres, queimando fumo ou lendo "Cinquenta tons de cinza".
Os orangotangos e os gorilas, ex-colegas de turma do homem, continuaram com a sua dieta básica e ficaram para trás, repetindo ano. Mas, na sua modéstia, não estão se queixando.
Texto de Ruy Castro, publicado no jornal Folha de São Paulo, na segunda-feira, 29 de outubro de 2012.

22 de outubro de 2012

Comida de verdade


Mais uma receita de minha mãe. Como assim, polenta na culinária francesa? É que minha mãe vem de uma região da França com bastante influência italiana, capito? O casamento linguiça toscana e polenta é perfeito. Tem gosto de comida forte, de mãe, boa pra um dia frio ou bem cansativo. É de fato um prato bem rústico, de camponês, mas cozinhar a linguiça no vinho traz um certo requinte... Comida simples, de verdade.
A receita tradicional leva vinho branco seco, mas aqui em casa resolvemos experimentar com vinho tinto.

Linguiça no vinho com polenta

Ingredientes:

500g de linguiça toscana
1 cebola média picada
1 cenoura picada
1 xícara de vinho tinto
1 col. (sopa) de farinha de trigo
1 xícara de água
Sal e pimenta do reino a gosto
Manteiga pra refogar

Como fazer:

Afervente a linguiça em uma panela de água por alguns minutos. Retire do fogo, escorra e reserve. Numa panela funda, refogue a cebola e a cenoura picadas na manteiga. Quando a cebola estiver translúcida, retire do fogo e junte a farinha de trigo, misturando bem. Acrescente o vinho e a água, misturando com um batedor de arame para que a farinha não forme grumos.Coloque no fogo (bem baixinho) novamente, e mexa até engrossar. Coloque as linguiças dentro da panela, tampe-a, e deixe cozinhar por uns 20 minutos, ou até a linguiça ficar bem firme e cozida. Sirva com polenta. 


PS.: Não, não vou colocar a receita de polenta porque toda embalagem de polenta tem uma!!! ;)
 



7 de outubro de 2012

Flan de coco com chutney de manga


Apesar dos ingredientes tão tropicais, mamãe trouxe essa receitinha da França. Essa é daquelas que você consegue fazer em dez minutos. Dá pra fazer logo antes do almoço, e enquanto você almoça ela fica prontinha pra servir.

Flan de coco com chutney de manga 

Ingredientes:

100 ml de leite de soja
400 ml de leite de coco (se quiser, pode usar 500 ml de leite de coco ao invés de 100 ml leite de soja e 400 ml de coco)
2 gramas de agar-agar (uma col. de chá)
1 manga descascada e cortada em tiras
2 col. (sopa) de mel
1 col. (sopa) de água
1 anis estrelado
1 pitada de canela em pó
Gengibre ralado a gosto

Como fazer:

Faça primeiro o flan: com um batedor de arame, misture o agar-agar nos leites até que ele dissolvê-lo completamente. A receita original não leva açúcar, mas se preferir, pode adoçar a gosto. Leve ao fogo baixo até ferver. Desligue o fogo e disponha o flan numa travessa média ou em potinhos individuais. Leve à geladeira por pelo menos duas horas.
Enquanto isso faça o chutney: misture a manga, o mel e a água numa panelinha e leve ao fogo baixo. Quando iniciar fervura coloque o anis, a canela e o gengibre, e deixe cozinhar até a manga amolecer. Descarte o anis estrelado e reserve.
Na hora de servir, esquente o chutney acrescentando duas colheres de sopa de água, e disponha o chutney morno por cima do flan.


Parece um simples manjar de coco? Parece... mas a consistência é completamente diferente, por causa do agar-agar. Você pode trocar o chutney de manga por doce de abacaxi, calda de chocolate, como o desta receita, ou as clássicas ameixas em calda.


29 de setembro de 2012

Quatro quartos de maçã


Esse mês, minha mãe está na cozinha! Estou passando tão bem, vocês nem imaginam o quanto... O problema é que ela faz coisas tão gostosas que ninguém lembra de tirar fotos pra colocar aqui no blog... Uma das primeiras coisas que ela fez foi esse bolinho de maçã, que não leva líquidos, portanto totalmente liberado para os alérgicos a leite. Aliás, segundo minha mãe nenhum bolo tipicamente francês leva líquidos, ou seja, muito fácil de resolver nosso problema em relação aos bolos em geral: vamos comer somente bolos franceses!
Esse bolo é um dos básicos da culinária caseira francesa. O nome não poderia ser mais auto-explicativo: a receita compreende a mesma quantidade de farinha, açúcar, manteiga e ovos, ou seja, cada quarto do peso da massa do bolo é composta por um ingrediente acima. Entendeu? ;) O resto, é firula: fermento, maçã, canela se quiser, água de flor de laranjeira, etc, etc...
Como a receita original traz os ingredientes em gramas (você já tinha entendido, não é?), fizemos as conversões para xícaras.

Bolo Quatre-quarts aux pommes

Ingredientes:

4 col. (sopa) de açúcar
Duas a três maças descascadas, sem caroços e cortadas em dez pedaços
2 ovos
3/4 xícara de açúcar
1 xícara de farinha
Meio tablete (100g) de manteiga
1 col. (sobremesa) de fermento em pó
1 pitada de canela em pó (opcional)

Como fazer:

Disponha as 4 colheres de açúcar numa forma de furo no meio. Coloque a forma em fogo baixo até caramelizar o açúcar. Coloque as fatias de maçã por cima do caramelo e reserve. Para a massa, misture o açúcar com a manteiga até obter um creme homogêneo. Acrescente os ovos, um por um, e depois a farinha previamente peneirada com o fermento. Se quiser, acrescente uma pitadinha de canela em pó na massa. Coloque a massa por cima das maçãs e asse em forno pré-aquecido a 180°C por aproximadamente 40 minutos. Desenforme ainda morno. Voilá!