Antes de mais nada queria dizer que o último post me deixou bem chateada. Não adiantou editar e reeditar, ele saiu do jeito que o Blogger quis, e não do jeito que eu costumo editar minhas postagens. Desculpem. Bem, chega de choramingar...
Depois que saí do último apartamento em que morei, eu nunca pensei que moraria em um apartamento de novo... Quando me mudei pra essa casa, esperava morar nela até construir a minha própria, mas a vida é um incessante desenrolar de quebradas-de-cara e pagadas-pela-língua. No bom sentido, não há pessimismo na afirmação. Então, como dizia, estou de mudança, e pra um apartamento... Aproveito pra dizer que é por isso que ando tão sumida. A decisão de mudar e a energia despendida para procurar um outro canto são esgotantes... Sem contar nas quarenta e sete outras coisas que estão acontecendo na minha vida atualmente, ao mesmo tempo.
Mudar é bom, dá um certo trabalho, mas é bom. O lado bom é que a gente joga um monte de coisas inúteis que vão se acumulando ao longo da existência, renova as energias domésticas. O lado ruim é tirar tudo dos móveis, preparar as caixas, acompanhar a mudança em si, fazer um faxinão na casa nova, fazer reparos cá e lá, pintar a antiga morada, todo aquele processo burocrático e logístico de mudança de endereço.
Mas dessa vez, o que será pior, pior.... será ter que deixar minha bananeira linda que está dando seu primeiro cacho... e meu mamoeiro carregadinho de mamões verdes, prestes a amadurecerem... A bananeira, que trouxe de Mamanguape... plantei, vi crescer... o cacho que vi aparecer, as bananas que engordam cada dia mais... que acompanho... É como gestar um filho e parir pra outra criar... que dó.
QUE DÓ!
Acho que vou convencer o corretor a me permitir colher o cacho de banana, quando ele estiver pronto... vou exigir que ele insira isso no próximo contrato de locação que a casa tiver: "O cacho de banana que porventura existir quando da entrega das chaves é de propriedade inalienável da antiga moradora"...
Ou então eu vou ter que fazer um ritual de desapego... Fazer meu luto, vai ser difícil.
Acho que vou convencer o corretor a me permitir colher o cacho de banana, quando ele estiver pronto... vou exigir que ele insira isso no próximo contrato de locação que a casa tiver: "O cacho de banana que porventura existir quando da entrega das chaves é de propriedade inalienável da antiga moradora"...
Ou então eu vou ter que fazer um ritual de desapego... Fazer meu luto, vai ser difícil.
Pela casa, que adoro, não vou sofrer não. Já morei em lugares ainda melhores - em Brasília morava no Paraíso, quem conhece sabe - e sei que um dia estarei na minha casa, feita do jeitinho que quero.
Mas pela bananeira... Desculpem, eu sou um ser inferior.








