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13 de março de 2013

Creme básico de soja e várias possibilidades


Eu tenho a mania de tentar adivinhar os ingredientes de algum prato que experimento e acho bom. Inspirada numa sobremesa de um restaurante natureba da cidade, tentei fazer um creme para servir de sobremesa num almoço que fiz para um amigo vegetariano. Depois que ficou pronto, e deu certo, percebi que esse mesmo creme pode servir de base para várias outras sobremesas mais elaboradas. O creme simples pode ser acrescido de suco de limão e raspas de casca de limão, e servido como mousse. A mesma mousse pode servir de recheio para tortinhas doces. A partir do creme básico, fiz alguns experimentos que deram certo e vou mostrar pra vocês aqui no blog posteriormente. Hoje vou mostrar a receita básica e as duas primeiras receitas que fiz com ela: mousse e tortinhas de limão. Para vocês verem que com poucos ingredientes dá pra fazer uma sobremesa rapidíssima e gostosa.

Creme básico de soja para sobremesas

Misture no liquidificador 1 caixa de creme de leite de soja, 1 colher de sopa de leite condensado de soja e suco de 1 limão. Reserve na geladeira.


Mousse de limão

Acrescente, à mistura anterior as raspas da casca de um limão. Coloque na geladeira por algumas horas antes de servir.


Tortinhas de limão

Para fazer a massa, triture um pacote de biscoitos maisena (atenção aos ingredientes do biscoito! A maioria das marcas usam leite em pó ou soro de leite em sua fórmula) e acrescente 1/2 xícara de granola também triturada. Incorpore 100g de manteiga, até formar uma farofa úmida. Forre o fundo e as laterais de forminhas de mini-tortas com a massa (rende aproximadamente 6 tortinhas), e asse em forno pré-aquecido a 200° C, por 30 minutos ou até dourar a massa. Retire do forno, espere esfriar e recheie com a mousse de limão, feita seguindo a receita acima. Deixe na geladeira por algumas horas e se quiser, decore as tortinhas com raspas de casca de limão antes de servir.

No próximo post vou mostrar outra receita com o creme básico de soja: tiramisoja!

30 de novembro de 2011

Ghee


Já faz algum tempo, decidi que postaria a receita de ghee, ou manteiga clarificada, que é um jeito indiano de processar a manteiga e uma das bases da culinária (e da farmacologia) ayurvédica. Já li algumas fontes que afirmam que o ghee é livre de lactose, e portanto pode ser consumido pelos intolerantes à lactose também. Eu não tenho como provar isso, pois como vocês sabem, não sou intolerante à lactose, mas sim alérgica à proteína do leite. Uma amiga intolerante corajosa resolveu ser minha cobaia, e constatou que não teve nenhuma reação adversa com  a ingestão de ghee! MAS, ainda assim, sugiro que, caso você tenha intolerância à lactose, faça sua própria experiência, ingerindo um pouquinho de nada, aos poucos, pra ver se sua reação é tão boa.

Ainda não tinha colocado a receita por aqui pelo simpes fato de nunca ter lembrado de contar o tempo de fervura da manteiga. Não há dificuldade em fazer ghee, mas nas primeiras vezes sempre nos perguntamos quando temos que desligar fogo. Se não ferver o suficente, o ghee ainda guarda algumas impurezas, e se fervermos demais, ele queima, o que dá um gosto de queimado à manteiga. Contar o tempo ainda é uma coisa que reserva alguma subjetividade, pois o cozimento depende também da panela que se usa e da quantidade e da qualidade da manteiga que se põe pra ferver. Até a marca da manteiga influencia no tempo de cozimento do ghee (isto está ligado à qualidade de cada marca de manteiga, claro).
Hoje sei de olho quando desligar a panela, mas já errei algumas vezes e ainda erro de vez em quando, dependendo do humor na cozinha ;). Com a prática, a gente começa a perceber quando o ghee está pronto pelo "jeito" dele. Mas explicar esse "jeito" numa receita... difícil, não é mesmo?
Bem, para minimizar ao máximo suas possibilidades de ter uma primeira experiência frustrante, e daí desistir pra sempre de fazer ghee, tentei sistematizar ao máximo a elaboração da manteiga. Usei 3 potes de manteiga sem sal da marca Itacolomy (juro que não fui patrocinada, mas na minha cidade não existem muitas marcas de manteiga sem sal  disponíveis no mercado... das que encontro em João Pessoa, essa marca é a que faz o ghee mais gostoso), e uma panela de inox, daquelas de fundo triplo, com 18 cm de diâmetro.
Coloque os tabletes na panela e ligue o fogo bem baixo. Espere a manteiga derreter e ferver. No início, se forma uma espuma branca na superfície da manteiga derretida, mas não se preocupe que quando começar a ferver, a espuma vai desaparecer aos poucos. A partir do início da fervura, comece a contar o tempo: 25 minutos. 

Depois de 25 minutos você vai observar que o jeito da fervura mudou. A espuma branca desapareceu quase completamente, a fervura está mais silenciosa e algumas bolhas transparentes se formam na superfície da manteiga. A manteiga em si virou um líquido dourado bem transparente (durante a fervura ela fica amarela fosca), e mexendo um pouco os traços de espuma da superfície, você pode ver o fundo da panela, que a essa altura deve conter uma borra amarelo escuro manchada de branco. 
Ok, desligue o fogo. Acomode uma peneira em cima de uma tigela não muito grande, mas relativamente funda e por cima da peneira, coloque um paninho de prato de algodão resistente. Verta a manteiga por cima do pano de prato, para que ela coe e as impurezas fiquem retidas no paninho. Muito cuidado para não se queimar, por favor, ;). Da tigela, transfira o ghee para potinhos de vidro com tampa. Rende uns três potinhos daqueles de geléia de tamanho médio.

Você deve obter um líquido amarelo ouro transparente com um cheiro delicioso de caramelo. No nosso clima "fresquinho" da Paraíba, se você deixar o ghee fora da geladeira, ele ficará líquido. Se quiser uma consistência mais firme, é só colocar o ghee na geladeira.

1 de agosto de 2011

Ricota de leite de cabra


Andei sumida, eu sei... Dessa vez viajei e não falei nada pra ninguém, mas é que foi uma viagem combinada, marcada e comprada de ultíssima hora. Fui passar uma semana de férias em Florianópolis, sozinha. Como assim? Fiquei na casa de uma amiga, que me disse que só uma aquariana teria coragem de passar férias sozinha, sem os filhos, sem ninguém. Será? Pena para as mães de outros signos, então!
Mas de qualquer forma, como disse, fiquei na casa de uma amiga, então não posso dizer que fiquei completamente sozinha, certo?
O que fiz em uma semana? Tomei café do Kênia, comi pão e cookies caseiros, andei por dunas e morros, comi tainha e barrigudo, conheci uma padaria que tem uma mesa só, comunitária, gravei milhares de músicas da Madonna (minha amiga tem TODOS os CDs dela), comprei açúcar baunilhado, pasta de curry e aveia em grãos, conversei na frente da lareira, tirei foto de dois gatos lindos, e descobri que a ilha é isso tudo que todos falam: é liiiiiiinda, e as pessoas são educadas e simpáticas (e lindas!). E saí de lá querendo me mudar pra lá, como todo mundo! Ok, me mudar eu não garanto, mas voltar, vou voltar com certeza. O tempo nem sempre ficou bom para fotos mas está tudo gravado na minha memória...

De volta à vida real (renovada, energizada e com o tanque da paciência cheinho), resolvi por em prática uma tentativa de fazer queijo de cabra caseiro. Não vá pensando que consegui fazer aquele queijo durinho, mas uma bela ricota sim. Deu super certo, e foi bem fácil de fazer.

Ricota de leite de cabra
Ingredientes:
1 litro de leite de cabra (use o leite que é vendido em garrafas de tetrapack)
50 ml de vinagre (de maçã ou de vinho branco)
Sal
Como fazer:
Coloque o leite para ferver. Após a fervura, desligue o fogo e aguarde alguns minutos. Despeje o vinagre no leite, mexa um pouco e deixe o leite talhar por mais ou menos meia hora, sem mexer. Disponha uma peneira por cima de um recipiente relativamente fundo, como uma saladeira, e por cima da peneira disponha um paninho de algodão limpo (pode ser um simples pano de prato). Vá retirando o leite talhado com uma grande escumadeira e coloque por cima da peneira. Descarte o soro do leite que sobrar na panela. Deixe o queijo escorrer um pouco, até esfriar completamente. Tire o queijo da peneira e coloque-o num recipiente. Salgue a gosto, tampe bem o recipiente e conserve em geladeira. Você pode temperar com algumas ervas secas.
Se posso comer queijo de cabra com minha alergia a leite? Até posso, com bastante moderação. Experimente!

13 de julho de 2011

Pão integral fácil, para Márcia



Márcia é uma leitora assídua do blog. Mas ela sempre me diz que minhas receitas não são simples... Essa receita de pão é pra você Márcia, e se você não achá-la simples, eu não sei mais o que fazer pra te convencer de que minha comida é simples!

Pão integral fácil

Ingredientes:

3 xícaras de farinha de trigo integral
2 xícaras de farinha de trigo
1 1/2 xícaras de água morna
1/2 xícara de óleo ou azeite
1 col. (sobremesa) de sal
1 pacotinho de fermento para pão
1 col. (café) de farinha e outra de açúcar



Como fazer:

Teste o fermento: misture as colheres de café de açúcar e de farinha em meia xícara de água morna (esse é o "mingau" do fermento). Dissolva o  fermento nesse preparado e espere espumar. Enquanto isso, misture as farinhas e o sal e reserve. Acrescente o óleo, o "mingau" de fermento e vá acrescentando o restante da água aos poucos, até formar uma massa homogênea. Sove a massa por alguns minutos, até obter uma bola de massa bem lisa e elástica. Coloque a massa numa travessa grande, coberta com um pano de prato, e deixe crescer até dobrar de volume. Retire a massa da travessa, sovre mais um pouco e divida a massa em duas partes. Coloque cada parte numa forma de pão, cubra com um pano de prato e deixe crescer até dobrar de volume novamente.
Ligue o forno em temperatura bem alta. Deixe o forno esquentar por no mínimo 10 minutos. Abaixe a temperatura do forno até 200°C e coloque os pães para assar por aproximadamente meia hora, ou até o pão dourar.

24 de maio de 2011

Caldo de... bode?

Eu sei, parece título de post do blog da Neide Rigo, mas não é. A feirinha orgânica que frequento vende carne de bode. Uma vez, fiquei curiosa e resolvi comprar a bandeijinha. Bode? Gente, eu moro na Paraíba, lembram? E a moça me garantiu que era bode novinho, a carne era macia, etc. Bem, o bode ficou um tempão congelado no freezer pois teve quem dissesse aqui em casa que não comeria o bode nem a pau. Aproveitei um dia de obras aqui em casa e pedi pra minha empregada fazer o bode. Nesse dia teria mais comensais para o prato, e não correria o risco de ter que comer resto de bode por uma semana... Não vou colocar aqui a receita do bode, pois não fui eu que fiz. Mas saibam apenas que a carne foi lavada com suco de limão, e o guisado foi temperado com alecrim. Sem brincadeira... ficou com gosto de carneiro, e não de bode! O resultado ficou tão surprendente, que resovi usar os restos do guisado, com molho, ossos e um pouco de carne, pra fazer caldo caseiro. 
Numa panela grande, acrescentei aos restos do guisado de bode uma folha de louro, um dente de alho, dois talos de salsão, uma cebola espetada com alguns cravos, um talo de alho-poró (só a parte branca), uma cenoura, mais um pouquinho de alecrim, uma pitada de ervas finas e uns três litros de água. Deixei ferver por uma hora, mais ou menos. Coei a maior parte do caldo, coloquei em vidrinhos e congelei.


Uma parte do caldo deixei na panela, juntamente com o alho-poró, a cenoura e os pedacinhos de carne que ainda resistiam firmes e fortes. O resto descartei. Acrescentei mais água, um pouco de molho de tomate e sal. Deixei ferver um pouco. A parte, preparei cuscus marroquino. Na hora do jantar, juntei a sopa com o cuscus, um restinho e feijão fradinho do almoço e jantamos uma sopa perfeita pra espantar os resfriados de inverno.

9 de abril de 2011

Chocolates sem leite


Nada mais oportuno que falar de chocolate no mês de abril, certo? Se você é daqueles que todo ano sofre com o dilema comer e passar mal ou não comer e passar vontade, esse post é pra você. Nos últimos dois meses tenho comido mais chocolate do que em toda minha vida, com um propósito genuinamente científico, nada mais, juro, e tudo isso é pra contar pra vocês qual as opções que temos no mercado. Lembram que comentei antes sobre a dificuldade de encontrar chocolate nacional sem leite em seus ingredientes há três anos atrás? Pois bem, nessa investigação acabei descobrindo que os fabricantes finalmente estão atentando para o fato de que cada vez mais pessoas com intolerância a lactose ou alergia a leite tem procurado produtos que realmente respeitem essas disfunções. E encontrei várias opções de chocolate sem leite, ou contendo apenas traços dele, com preços acessíveis e gostos decentes. Experimentei alguns, e trago aqui essas experiências para compartilhar com vocês. Não são os únicos chocolates sem leite que encontrei nomercado, existem outros, mas acho que esses aqui já podem ajudar em caso de desejo incontrolável, ;)

Como falei antes, a Garoto tem dois tipos de chocolate sem leite no mercado: o Chocolate Meio Amargo para Cobertura e o chocolate  Talento Intense. O chocolate para cobertura é realmente bom para fazer cobertura, como o nome já diz, mas também sobremesas, bombons, ganaches e mais receitas de sobremesa que pedem grande quantidade de chocolate. O Talento Intense tem 55% de cacau na massa, tem pedacinhos de amêndoas e é bom mesmo para degustação.

Outra marca que começou devagarzinho nessa linha mas hoje tem várias opções de chocolate sem leite é Cacau Show. Nessa Páscoa eles estão oferecendo até ovo de Páscoa sem lactose e sem proteína de leite (da linha Zero Lactose e Glúten) Os chocolates da Cacau Show são bem variados: com pedacinhos de laranja cristalizada, com 70% de cacau, com 55% de cacau, orgânico, etc.


Eu experimentei alguns. O chocolate com laranja é o meu mais novo preferido. O balanço entre chocolate e laranja é simplesmente ótimo. Perfeito pra comer como sobremesa ou lanchinho no meio da tarde. Os chocolates com no mínimo 50% de cacau, incluindo o orgânico, são bons, mas eu tendo a preferir aquele que tem 70% de cacau, pois acho que o gosto fica mais pronunciado e natural. Em todo caso, os chocolates da marca são para degustação, quero dizer com isso que a relação peso/preço é grande pra usar pra sobremesa. Mas enfim, isso $depende$ de cada um, ;)

Outra opção nacional são os chocolates de soja, da marca Choco Soy Olvebra. Sinceramente... eu acho que são última opção. Se é pra comer chocolate sem leite, substituir o leite de vaca por extrato de soja não acrescenta sabor ao chocolate e nem tampouco consistência. Chocolates sem leite podem ser macios e saborosos, então não há uma real necessidade em adicionar leite de soja no chocolate. De qualquer forma, se quiser experimentar, existem quatro tipos: chocolate, chocolate com flocos de arroz, chocolate light e chocolate 50% cacau (meio-amargo). De todos, sem dúvida, o chocolate meio-amargo é o melhor.

Outras opções que experimentei são os chocolates da marca Casino, importados da França. Eles tem inclusive um chocolate sem leite de cobertura (chamado Noir Dessert), que é vendido em lote de duas barras de 200g. Sai um pouco mais caro que comprar a barra de chocolate de cobertura da Garoto, mas não tenha dúvida, o sabor é melhor. Além do chocolate de cobertura, Casino tembém oferece chocolate com 72% de cacau e 80% de cacau. O com 72% de cacau é excelente para degustação. O com 80% é bem forte, quase seco, e funciona como um verdadeiro cafezinho pra espantar a sonolência (chega a me dar taquicardia, se como mais de um quadradinho).

Se você quiser investir um pouco mais, é possível encontrar em alguns supermercados chocolates sem leite da marca suissa Lindt: com 70% de cacau, com 85%, meio-amargo com pimenta e meio-amargo com laranja. São mais caros, mas vale a pena comprar uma vez na vida, pra sentir o que é, definitivamente, um bom chocolate. Nem preciso dizer que todos esses são para degustação, e valem cada centavo do preço, acreditem.

Aproveito para registrar que vale a pena olhar direitinho os ingredientes nas embalagens de chocolate, pois de vez em quando a gente se surpreende. Um exemplo é que descobri que a Toblerone tem uma opção sem leite, com crocantes irresistíveis ;). Muito bom para degustar.

Se o seu caso não é ter alergia/intolerância a leite, mas sim ter filhos com alergia/intolerância a leite, garanto que as crianças também vão gostar dos chocolates meio-amargo (acima de 70% de cacau a aceitação não é garantida...). É até uma questão de educação de gosto. Acostumar seus filhos a comer bons chocolates (geralmente os chocolates mais ricos em cacau são de qualidade superior, pois contem menos ingredientes processados) vai ser melhor pra saúde e também pra formação do paladar deles. No final das contas acho que vale para o chocolate o que vale para todos os produtos processados que compramos: quanto menos ingredientes na fórmula, maior a garantia de estar comprando um produto de qualidade, com ingredientes seguros e gosto genuino.

Para concluir, quero deixar claro que muitos dos produtos elencados nesse post contem traços de leite. Para mim, que tenho alergia a proteína do leite, não me causa problema ingerir traços de leite, mas eu sei que pra quem tem intolerância a lactose pode ser problemático. Portanto, por favor, leiam os ingredientes dos produtos sugeridos aqui e façam suas experências pessoais, ok? E mais, nem todo chocolate dito meio-margo é feito sem leite, sobretudo no que diz respeito aos chocolates nacionais! Fiquem de olho e, mais uma vez, leiam os rótulos antes de comprar qualquer coisa! Não se acanhem em compartilhar conosco suas experiências e sugestões!

10 de fevereiro de 2011

Patinho orgânico recheado


Uma vez jantei na casa de uma tia natureba e o prato principal era carne assada com batatas, servido com molho de abacaxi (é natureba mas é chique, tá?). Quando soube do menu perguntei: "Tia, você, comendo carne?". E ela respondeu: "De vez em quando como sim, e essa é orgânica... menos mal!".
Peraí! Carne orgânica? Em JOÃO PESSOA??? Ela me explicou que naquele supermercado caríssimo que tem na Av. Epitácio Pessoa (essa é para quem mora aqui em JPA) a gente encontra patinho orgânico, sim. O prato estava uma delícia, então resolvi conferir que carne era aquela.
Bem, o fato é que a tal carne existe mesmo, e o preço é equivalente ao preço de uma carne não-orgânica.
Algumas pessoas acham que é contraditório comer carne e comer orgânico (não estou falando da palavra "orgânico" na sua definição legal, mas sim no seu sentido filosófico). Depois de muito refletir a respeito, acho que uma coisa não tem nada a ver com a outra. Comida orgânica é aquela que, em seu processo produtivo, deveria respeitar todos os processos naturais de ciclagem de nutrientes, e energia, e relações ecológicas entre espécies. Incluindo aí a relação do homem com as espécies que o alimentam. O gado de corte pode ser produzido de forma socialmente justa e ambientalmente correta. Pode também ser criado de forma a respeitar as necessidade do animal e terminar com um abate humanizado. O que mais um boi quer além de pastar livremente capim fresquinho pela vida toda? E do que mais o capim precisa além de ser comido (e ter suas sementes propagadas) por ruminantes? Isso não é respeitar as leis da natureza?
O livro "O Dilema do Onívoro", do Michael Pollan, mostra claramente que para ser ético e ecologicamente correto na hora de comer, devemos pensar muito mais na forma como nossos alimentos são produzidos do que no reino da espécie que colocamos no prato (reino animal X reino vegetal). Eu concordo com isso. Acho que devemos comer com bom senso.
Desculpem a viagem, mas ainda estou sob os efeitos da leitura do "Dilema" (já terminei de ler o livro faz dois meses e ainda penso muito no que li). Recomendo pra todos que se importam com o que botam no prato.
Então! Voltando ao nosso patinho, a primeira vez que o preparei resolvi adaptar uma receita daquela revistinha Claudia Comida e Bebida de patinho recheado. Digo adaptar, e não fazer, porque a receita original levava ricota no recheio. Vejam como ficou a receita do meu recheio:

Recheio para carne recheada

Ingredientes:

6 fatias de pão de forma sem casca
Leite de soja não adoçado
1 col. (sopa) de mostarda
1 ou 2 talos de salsão picado
1 cenoura pequena ralada
Sal e pimenta do reino moída na hora a gosto

Como fiz:

Rasgue as fatias de pão em pedaços pequenos. Acrescente leite de soja suficiente para formar uma massa úmida, mas não tão molhada. Adicione a mostarda, o salsão picado, a cenoura ralada e misture bem. Coloque sal e pimenta a gosto.


Para fazer o patinho recheado, siga as fotos: com o recheio pronto, corte a peça de patinho orgânico em bifes (o tamanho não importa, na receita original pede-se para cortar uma peça de 1 quilo num bife só, recheia-se, e enrola-se a peça num pedaço único. Eu prefiro fazer pequenos enroladinhos, como na foto). Disponha o recheio dentro das fatias de bife e enrole-as com cuidado. Prenda o enrolado com palitos ou com barbantes, como na foto.
Doure os bifes enrolados na manteiga numa panela funda. Quando estiverem bem dourados, cubra-os com molho de tomate. Deixe cozinhar em fogo baixo até a carne ficar bem macia. Tome cuidado para o molho não grudar no fundo da panela. Se o molho secar demais, acrescente um pouco de água, ou mais molho. Quando estiver cozido, coloque sal a gosto. O recheio acaba "escapulindo" um pouco da carne enrolada e engrossa o caldo. Delícia!

17 de dezembro de 2010

Lasanha sem leite



Comprei um livro delicioso na I Feira do livro de João Pessoa, daqueles que a gente tem vontade de fazer TODAS as receitas. O livro se chama "Le petit Larousse des recettes de famille" (O pequeno Larousse das receitas de família) e contém absolutamente todas as receitas francesas clássicas que costumava comer quando morava com minha mãe, mais um tanto que comi quando fui morar na França, e outras que conhecia de nome e morria de vontade de aprender a fazer. Tudo bem, não vou dizer que tenho vontade fazer as receitas de coelho e linguiça de sangue (o "boudin")...
Enfim, por causa disso, deixei o blog às traças nesses últimos dias. Não que tenha passado quase um mês só namorando o livro, mas o tempo que tive, fiz receitas dele, que morri de vontade de colocar aqui, mas francamente não coloquei por medo de sair do foco. Esse é um blog sobre comida sem leite, certo? A ideia é propor soluções para receitas que originalmente levam leite, certo? Então me contive. As receitas do livro são tipicamente francesas... Achei que daria mais para um blog de comida francesa do que de comida sem leite. Me corrijam se eu estiver errada...

Bem, hoje foi um dia de molho em casa. Acordei com uma sinusite insuportável e não fui trabalhar. Se comi alguma coisa com leite? Não, não. O tempo aqui deu uma enlouquecida e acho que meus sinus devem estar bem confusos. E para aproveitar essa raridade fiz uma receita pro almoço (apesar do torpor) que gostaria de ter compartilhado há muito tempo. Antes de você me perguntar como eu tenho condições de ir pra cozinha com sinusite, saiba que cozinhar pra mim é remédio bom pra tudo, tipo... água de coco. Como o título do post indica, a receita é de lasanha, e pra mim, lasanha tem que ser de carne, desculpem os adeptos de lasanhas diferentes!

O mais importante da receita que segue é o molho branco. Você pode usar qualquer receita de carne moida que tiver ou souber, e aproximadamente 100g de massa para lasanha. Dá uma lasanha não muito grande, para duas pessoas famintas ou quatro comedidas.

Lasanha de carne sem leite

Ingredientes:

400g de carne moída cozida com molho de tomate
Aproximadamente 100g de massa para lasanha. Pode ser aquela que não precisa cozinhar antes de ir ao forno
Farinha de linhaça

Para o molho branco
1 col. (sopa) de cebola picada
1 col. (sopa) de manteiga
3 col. (sopa) de farinha de trigo
1 e 1/2 copo de leite de soja não adoçado
Sal, pimenta do reino moída na hora e noz moscada raladinha na hora, tudo a gosto



Como fazer:

Faça o molho branco: Leve ao fogo a cebola e a manteiga. Quando a manteiga estiver completamente derretida e a cebola ligeiramente macia, polvilhe tudo com a farinha de trigo. Misture bem com uma colher de pau até a farinha ser toda incorporada na manteiga derretida. Você vai obter uma farofa oleosa. Vá derramando o leite devagar, mexendo bem com um batedor de arame, até os grumos de farinha se dissolverem totalmente no leite (é interessante usar uma panelinha um pouco alta pra fazer o molho, assim você terá espaço pra mexer bem nesse momento). Quando o molho começar a engrossar desligue o fogo. Acrescente o sal, a pimenta e a noz moscada.
É um pouco difícil obter um molho sem caroço fazendo dessa forma. Para contornar a situação existem duas técnicas excelentes. A primeira (que minha mãe não leia esse post!) consiste em bater no liquidificador a farinha com o leite, e acrescentar essa mistura à cebola refogada. Você ganha em tranquilidade, mas perde em sabor. Sem dúvida, o roux, que é a farinha "cozinhada" na manteiga confere um gostinho incomparável ao molho branco. A segunda técnica consiste em fazer tudo como manda minha mãe, e antes de colocar os temperos, dar uma batida rápida num mixer ou liquidificador no molho já pronto, só pra ajudar na dissolução dos possíveis grumos que aparecerem. A partir daí é só colocar na panelinha de novo, dar uma leve esquentada e temperar depois de desligar o fogo. É importante notar que quanto mais ralo for o molho branco para uma lasanha mais macia e cremosa ela fica. Portanto, quando fizer o molho branco, assim que começar a engrossar pode desligar o fogo.




Monte a lasanha: Unte uma forma retangular não muito grande de azeite de oliva. Espalhe uma camada de carne moída, depois uma camada de molho branco e por último uma camada de massa. Continue alternando as camadas até acabar os ingredientes. Finalize com uma camada de carne e de molho branco. No final, salpique com farinha de linhaça e leve ao forno pré aquecido a 180°C por 20 minutos. Se preferir não usar a farinha de linhaça, leve ao fogo envolto em papel alumínio, para não ressecar a camada de cima da lasanha.



Para concluir, se você acha que não tem absolutamente nada a ver fazer molho branco com leite de soja, saiba que vale a tentativa. O que dá gosto ao molho é sem dúvida a MANTEIGA e a NOZ MOSCADA. Se você fizer do jeito que falei, botando a farinha e depois o leite, fica quase imperceptível o fato de você ter usado leite de soja. Acredite em mim.




Em tempo: a dor de cabeça descrita no início do post aconteceu na sexta feira passada e só hoje tive condições de terminar esse post. O que na verdade começou com uma provável sinusite na verdade se revelou numa tremenda dengue! Hoje, me sinto renascida!

Feliz Natal a todos os meus queridíssimos leitores!

13 de outubro de 2010

Marshmallow, ou a melhor coisa que você pode usar no lugar do chantili

Final de semana passado fui almoçar na casa de uma tia que adora receber. Pode chegar lá qualquer dia na hora do almoço, que vai ter comida para um batalhão. Sábado e domingo, a mesa é cheia. De amigos, filhos, sobrinhos, enfim, quem quiser aparecer. Se for um dia de almoço em família (aí é quando todo mundo é formalmente convidado, e vai todo mundo mesmo) a conversa rola solta: mulheres na sala de jantar, homens no terraço. Do lado dos homens não sei quais são os assuntos, nunca tive tempo de ir conferir. Isso porque do lado das mulheres a conversa é imperdível. Minha família é cheia de mulheres, e todas sabem cozinhar. A gente sempre conversa de comida, de como fazer tal prato, que prato foi servido no aniversário de fulano, como estava a mesa de doces do aniversário da filha da vizinha, essas coisas, sempre dando muitas gargalhadas.

Nesse almoço do qual falei no início, minha tia fez uma sobremesa a base de leite condensado proibidíssima pra mim... Mas lembrou de mim de última hora e resolveu fazer um marshmallow (na verdade merengue italiano, aprendi no Blog da Rita) com calda de morango e pôs por cima de tudo: "Ma, coma o marshmallow, minha filha, isso você pode". Ok, ela deixou. Raspei um pouco da cobertura da sobremesa, coloquei na boca, e... quase tenho um troço. A única coisa que eu consegui falar foi: "noossa senhora, o que é isso?". "Gostou, querida?". Perguntei se ela estava brincando, nessa altura eu já estava toda arrepiada. Resumindo a estória: ela me contou como fazer o marshmallow daquele jeito que alguém que tem 30 ans de panela entende, e eu, que só tenho 5, não entendi nada. Ou pelo menos não fiquei nem um pouco segura para fazer sozinha.



Então, fui dar uma olhada pela internet e comecei pelo óbvio, fui no site Panelinha. De cara bati o olho nos últimos dois post do Blog da Rita e, surpresa, lá estava o marshmallow. Assim ficaria fácil. Peguei a base da receita e ao invés de usar a calda de açúcar usei calda de morango, como fez minha tia.

Não vou repetir a receita do blog, mas saibam que só usei clara e calda de morango. Pra fazer a calda, basta cozinhar uma bandejinha de morango (250g) com 1 xícara de açúcar e 1/2 xícara de água. Quando o morango estiver amolecido e o açúcar completamente dissolvido, retire os morangos e deixe a calda apurar em fogo bem baixinho. Quando reduzir até obter aproximadamente 1/2 xícara de calda, desligue o fogo. Bata as claras em neve e quando os picos estiverem firmes, vá acrescentando a calda ainda quente em fio, devagar, sem parar de bater. Bata por mais alguns minutos, até ficar bem firme.



Como o título do post já indica, pra quem não pode comer leite, o marshmallow é uma ótima opção para substituir chantili em coberturas de bolos, cupcakes, sobremesas, tortas, etc. E dá pra inventar muitas variações, basta respeitar o princípio claras em neve mais calda doce quente.

3 de outubro de 2010

Molho de tomate


De vez em quando, os jornais divulgam resultados de pesquisas sobre a qualidade de certos grupos de alimentos. Alguém aí já leu sobre a qualidade dos molhos de tomate? É de arrepiar os cabelos. Marcas renomadas são as primeiras que aparecem nas listas negras: muito sal, pouco tomate, muito conservante, asa de barata, irc! Por causa disso, de uns tempos pra cá resolvi comprar passata de tomate no lugar dos molhos de latinha. As passatas são feitas com poucos ingredientes além de tomate. Geralmente são importadas e vem em garrafas de vidro. E quando tenho tempo, e consigo um bom estoque de tomates orgânicos (o que é raro aqui por essas bandas), eu mesma resolvo fazer molho de tomate caseiro.
Esse final de semana eu ainda estava com mais de um quilo de tomates maduros dentro da geladeira, que comprei há 15 dias daquele meu colega agricultor (aquele das bananas e da macaxeira). Esperei eles ficarem bem vermelhinhos e na hora certa botei na panela. Dessa vez, tudo que usei era orgânico. Pra fazer molho, não tem mistério. Basta tempo e carinho (mas veja bem, muito carinho e pouco tempo não resolvem...). Vamos lá.



Molho de tomate caseiro

Ingredientes:

1 quilo de tomates maduros
1 cenoura grande ralada
1 cebola média picada
2 dentes de alho picados
1/2 pimentão picado
1/2 pimenta de cheiro
Azeite
1 pitada de açúcar
Sal, pimenta, manjerona, páprica doce e picante a gosto

Como fiz:

Coloque uma panela grande com água no fogo. Quando a água ferver coloque os tomates limpos inteiros dentro da água. Espere um ou dois minutos e retire os tomates da água com uma escumadeira. Deixe os otmates esfriarem e retire a casca dos tomates com a ajuda de uma faquinha. Vá fazendo isso em cima de uma travessa, para recuperar o caldo que escorre dos tomates na hora de descascá-los. Corte os tomates descascados em pedaços grosseiros.
Numa panela, refogue a cebola, o pimentão, a cenoura e o alho. Quando tudo amolecer, acrescente os tomates picados e o caldo. Misture tudo muito bem e deixe refogar em fogo baixo por alguns minutos, em panela tampada.
Acrescente o açúcar, misture bem. Acrescente a majerona, a pimenta de cheiro e as pápricas, misture bem. Deixe refogar mais um tempinho, na panela bem tampada. Se o caldo secar demais, acrescente água quente aos poucos.
Quando o tomate estiver bem desmanchado, coloque sal e pimenta a gosto e desligue o fogo. Você também pode usar outros temperos, como orégano, manjericão, tomilho, cheiro verde... Use sua imaginação!



Para guardar o molho, escalde vidrinhos com tampa e deixe-os secar em cima de um pano de prato. Coloque o molho nos vidros secos e tampe bem. O molho pode ser congelado.



28 de julho de 2010

Iogurte e queijo


Já faz algum tempo penso em escrever sobre iogurte por aqui. O que me faz adiar a postagem é o fato de ter que falar de marca. Se alguém souber fazer iogurte de soja caseiro sem usar um saquinho de fermento lácteo por favor me avise. Quem não tem problemas com leite de vaca é só colocar um pote de iogurte natural dentro de um litro de leite, mas eu não posso fazer isso... Pois bem, eu só sei fazer iogurte usando Bio Rich. Na verdade eu recomendo usar isso até pra fazer iogurte com leite de vaca. Assim, você tem a certeza que seu iogurte é iogurte de verdade, e não bebida láctea com amido, espessante, acidulante, etc.
Pra fazer iogurte com Bio Rich não precisa usar iogurteira não. Na embalagem do produto eles dizem direitinho como fazer o iogurte. Depois de misturar o leite morno com o fermento lácteo é só deixar em um isopor durante a noite. Já deu certo em Brasília e aqui em João Pessoa (ou seja, não funciona só em clima quente). Hoje eu tenho uma iogurteira. Como a temperatura é controlada o tempo todo, o iogurte fica perfeito, quase sem soro e bem firme (como na foto acima).
Se você quiser experimentar fazer iogurte de soja, dá pra comprar o Bio Rich pela internet ou então em algumas lojas de produtos naturais (se você quiser saber em que loja de João Pessoa eu encontrei, me mande um comentário que eu respondo pessoalmente). Você só precisa de um recipiente com tampa e capacidade mínima de um litro e um isopor que caiba o recipiente. O iogurte no isopor não funciona se você usar os leites de soja industrializados já adoçados. E na iogurteira a gente até consegue uma certa consistência, mas ainda assim fica parecendo bebida láctea, bem líquido. Com o leite de soja feito em casa, fica maravilhoso fazendo com ou sem iogurteira! Espesso e pouco ácido. Assim:



Depois de pronto, dá pra bater o iogurte de soja com frutas e/ou açúcar, comer com granola, etc.
Uma outra forma interessante de utilizar iogurte de soja é fazer queijo de iogurte com ele. Já ouviu falar? Achei isso em alguns blogs e tentei reproduzir com iogurte de soja. Ficou ótimo, como se eu tivesse usado iogurte de leite de vaca. O resultado é um queijo cremoso com consistência de cream cheese (por favor, não espere que o gosto também fique parecido!). Estou ainda pensando na quantidade de coisas que poderíamos fazer com essa base, mas já posso garantir que simplesmente com torradas fica uma delícia. Muito melhor do que aquelas pastas a base de tofu que encontramos prontas em algumas lojas (irc!).




Queijo de iogurte de soja

Ingredientes

Iogurte de soja não adoçado
Sal a gosto
Orégano ou temperos secos a gosto

Como fazer:

Misture iogurte de soja com sal e temperos a gosto. Disponha o iogurte numa peneira coberta com um pano de prato limpo. Acomode a peneira em cima de uma bacia ou travessa, para que o soro do iogurte escorra para dentro do recipiente. Cubra o iogurte com as extremidades do pano e leve a geladeira por no mínimo oito horas. Após esse período, retire o queijo do pano de prato e coloque em um recipiente fechado. Conserve na geladeira.

15 de julho de 2010

Torta salgada quebra-galho


Uma amiga que gosto muito visitou o blog e além do elogio me perguntou se eu não tinha alguma receita de liquidificador. Pois bem, amiga, tenho sim. Essa receita é um clássico na minha família. Não tem coisa mais fácil de fazer e quebra um galho naquelas horas em que não tem nada pra comer, a empregada está de folga e a hora do jantar se aproxima. Claro que a receita original leva leite e queijo ralado, e é claro que eu troquei tudo, não é?
A torta é composta de duas partes: a massa e o recheio. O recheio pode ser feito com o que tiver na despensa/geladeira: frango desfiado, atum, restos de carne moída ou proteína de soja preparados, milho, ervilha, azeitonas, palmito, legumes, etc. A receita que trago aqui é a que mais faço aqui em casa.



Torta salgada

Ingredientes da massa:

2 xícaras de farinha
1 1/2 xícara de leite de soja (você pode usar o leite de soja em pó que não é adoçado e reconstituí-lo)
12 colheres de sopa de azeite
1/2 cebola cortada em 4 pedaços
2 colheres de sopa de molho de tomate
2 ovos
sal a gosto
2 colheres de sopa de fermento em pó

Ingredientes do recheio:

1/2 peito de frango grande desfiado
1 cebola média picada
1 xícara de milho
1 xícara de ervilha
2 colheres de sopa de azeitona verde picada
1 cenoura ralada
sal, coentro e cebolinha picados a gosto (pode usar salsinha no lugar do coentro)
azeite para refogar

Como faço:

Para a massa, é só bater tudo no liquidificador! Reserve.
Prepare o recheio: refogue a cebola e a cenoura no azeite. Quando amolecerem, acrescente o frango desfiado e refogue por dois minutos. Junte o milho, a ervilha, as azeitonas e misture bem. Refogue por mais alguns minutos. Adicione sal a gosto e desligue o fogo. Coloque coentro e cebolinha picados e misture bem.


Monte a torta: unte uma travessa grande com azeite (no fundo e nas bordas). Despeje a metade da massa na travessa. Disponha o recheio delicadamente por cima da massa e no final despeje a outra metade da massa por cima do recheio. Asse em forno médio (200°C) pré-aquecido por aproximadamente 50 minutos ou até a massa dourar. Não faça o teste do palito. Ele vai sair melado mesmo quando a torta estiver cozida.


Dica: você pode cobrir a massa com farinha de linhaça antes de colocá-la pra assar, no lugar do queijo ralado da receita original.

26 de junho de 2010

Tofu ou não tofu, eis a questão...

Vamos ser sinceros. Tofu, só come quem quer. Tem gente que até gosta, mas nunca ouvi alguém dizer "ai, eu sou louco por tofu!". Dentre os não vegetarianos, não conheço ninguém que coma. E dentre os vegetarianos, podendo escolher, não escolhem tofu.
Já li e ouvi que, nutricionalmente, tofu não substitui a carne. Também não vamos dizer que tofu é queijo, né gente? Queijo é queijo, tofu é tofu. Então, pra que comer tofu?
A soja é uma leguminosa que tem alta taxa protéica, é rica em cálcio, e ferro. Até aí, nenhuma novidade. O que muita gente não sabe é que de todos os derivados da soja, o tofu é a melhor opção para consumo, pois concentra os nutrientes da soja ao mesmo tempo em que elimina substâncias indesejadas, como os fitatos.
Respondendo mais diretamente a pergunta, pra quem não come laticínios, o tofu representa mais uma fonte de cálcio, e com boa vontade e mente aberta, pode, sim, substituir o queijo em algumas preparações.
Tofu, aqui em casa, só pra corroborar o que disse na abertura desse post, só quem come sou eu. Então, quando abro um pacote sempre acabo jogando um pouquinho de tofu no lixo (aquele restinho de receita que fica na geladeira por dias, esquecido no fundo da prateleira de baixo). A receita que trago aqui foi a solução que encontrei para deixar o tofu na geladeira e ir comendo aos poucos, não só como acompanhamento de uma refeição sem carne mas também como complemento de saladas e sopas. Até minhas filhas gostaram!


Tofu empanado

Ingredientes

1 pedaço de tofu firme de 250g
1/2 xícara de água
1/2 xícara de shoyu
1/2 cebola picada
suco de uma laranja
1 ovo batido
farinha de rosca
sal
óleo para fritar

Como fiz:

Faça uma marinada com a água, o shoyu, o suco de laranja e a cebola picada. Corte o tofu em cubinhos e coloque-os na marinada por aproximadamente uma hora. Coloque o ovo batido em um prato fundo e misture a farinha de rosca com sal a gosto. Disponha a farinha de rosca em outro prato fundo.
Retire 1/3 dos cubinhos da marinada, passe-os pelo ovo batido e depois pela farinha de rosca. Frite-os em pouquíssimo óleo (eu praticamente só unto uma panela antiaderente), virando-os constantemente para dourar uniformemente os cubinhos. Repita a operação com os outros dois terços dos cubinhos.
Você pode optar por cortar o tofu em fatias finas ou pedaços maiores. Os cubinhos são mais práticos para serem usados em saladas ou sopas (no lugar de "croûtons").
Os cubinhos ficam na geladeira por alguns dias, se guardados em pote bem fechado.