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20 de janeiro de 2013

Bolo de amêndoas e uvas


Como de costume, babei numa receita de um blog mais que querido, o Chucrute com Salsicha, e resolvi fazer um desafio comigo mesma. A receita é de um bolo que leva amêndoas na massa e uvas na cobertura. Parecia sensacional, mas tinha um probleminha... levava iogurte. Em geral, quando uma receita leva leite, eu nem penso antes de substituí-lo por leite de soja, de coco ou água mesmo, dependendo do caso. Mas quando leva iogurte... eu passo. Dessa vez foi diferente. Gostei tanto da cara do bolo que resolvi improvisar. 
A metodologia foi a seguinte (não, não pensem que sou tão metódica... isso é só pra vocês verem como fiquei motivada com a ideia, eheheh): pensar no que o iogurte tem, que o leite, por exemplo, não tem. Consistência? Cremosidade? Ok. Então, tentei duas coisas. Primeiro, misturei uma xícara de leite de soja (a mesma quantidade de iogurte que a receita original pede) com uma colher de sopa de maisena e duas colheres de chá de manteiga. Levei ao fogo até engrossar um pouco. Daí, percebi que a quantidade de leite reduziu (óbvio), a medida que foi engrossando, e nesse momento me dei conta que poderia ter simplesmente misturado leite com creme de leite de soja... No fim das contas, misturei meia xícara do leite engrossado e meia xícara de creme de leite. Na realidade, pra simplificar, você pode substituir uma xícara de iogurte por uma mistura de meia xícara de leite com meia xícara de creme de leite, ambas de soja. Ou então, se não tiver creme de leite de soja a mão, leve ao fogo uma xícara e meia de leite de soja, uma colher de sopa de maisena e duas colheres de chá de manteiga, até engrossar. Ufa!!! Não entendeu nada? Vou fazer um resumo:
1/2 xícara de creme de leite de soja + 1/2 xícara de leite de soja = 1 xícara de falso iogurte
OU
1 1/2 xícara de leite de soja +2 col. (chá) de manteiga + 1 col. (sopa) maisena, engrossados no fogo = 1 xícara de falso iogurte
Entendeu agora?

Concordo com a Fer, o bolo é delicioso, não é muito doce, e a mistura de uvas com amêndoas é finíssima. Acho que foi o bolo que durou menos tempo aqui em casa!


Bolo de amêndoas e uvas - customizado

Ingredientes:

1 xícara de falso iogurte (como indicado acima)
1/2 xícara de azeite de oliva
3 ovos (eu usei caipira)
Raspas da casca e suco de 1 limão (eu usei taiti)
1/2 xícara de açúcar
1 1/4 de xicara de farinha de trigo
3/4 de amêndoas moídas (eu usei uma mistura de amêndoas e castanhas do pará)
2 col. (chá) de fermento em pó
1 pitada de sal
2 xícaras de uvas sem sementes

Como fazer:

Corte as uvas ao meio e reserve. Misture os quatro primeiros ingredientes numa tigela grande, com um batedor de arame. Acrescente o açúcar, a farinha de trigo, a de amêndoas, o fermento e o sal, sem parar de bater, até obter uma mistura homogênea. Disponha a massa numa forma grande untada com azeite, de forma que não fique muito alta. A massa deve ficar com uns 3 cm de altura dentro da forma (pra conseguir isso, eu usei duas formas de tamanho médio). Disponha as uvas por cima da massa, delicadamente. Asse em forno pré-aquecido a 180 °C por 50 minutos ou até que um palito saia seco do centro do bolo.

13 de novembro de 2012

Pão de grãos


Ainda na vibe de Florianópolis, quando voltei pra casa resolvi tentar fazer um pão inspirado nos que faz minha amiga da Ilha da magia. O pão leva grãos inteiros, cozidos, e só um pouco de farinha. Dá um pão denso, super nutritivo, parecido com aqueles pães pretos macrobióticos. Lembrei do meu pai, que há muito tempo atrás tentou ser macrô. Eu era criança na época e achava aqueles pães estranhíssimos... ;)

A receita não tem mistério, fiz as misturas no olho e anotei pra vocês.

Pão de grãos

Ingredientes:

½ xícara de trigo em grãos
½ xícara de aveia ou cevada em grãos
½ xícara de quinua em grãos
1/4 xícara de chia (ou linhaça)
1 xícara de farinha de trigo integral
1 col. (sobremesa) de sal
1 pacote de fermento para pão
½ xícara de óleo
1 xícara de água morna
Farinha de trigo branca e água para amassar o pão

Como fazer:

Cozinhe o trigo e a aveia na panela de pressão separadamente, até ficarem macios (o trigo demorou 45 minutos e a aveia 20 minutos). Deixe os grãos esfriarem e misture-os. Acrescente a farinha integral, a quinua, a chia, o sal e o óleo, depois a água morna, com o fermento já diluído. A massa deve ficar bem macia, e os grãos bem incorporados. Trabalhe a massa por alguns minutos até ela desgrudar das mãos, acrescentando farinha branca bem aos poucos, e se for o caso, água. A massa deve ficar macia, úmida, não muito compacta, senão o pão fica  muito pesado. Coloque a massa numa tigela untada, dentro do forno desligado. Deixe crescer até dobrar de volume (pelo menos por duas horas). Depois, trabalhe a massa mais um pouco, molde o pão e coloque a massa numa forma retangular para pão. Deixe crescer por mais meia hora. Pré-aqueça o forno a 190°C. Asse o pão por 45 minutos ou até crescer e dourar. Fica divino com ghee, ou geléia de frutas.

Esqueci de botar sal no meu pão, então temperei as fatias com flor de sal... hummm...

Se meu pai ainda segue uma alimentação macrobiótica? Nãããão! Traumatizou pra sempre! :))

29 de setembro de 2012

Quatro quartos de maçã


Esse mês, minha mãe está na cozinha! Estou passando tão bem, vocês nem imaginam o quanto... O problema é que ela faz coisas tão gostosas que ninguém lembra de tirar fotos pra colocar aqui no blog... Uma das primeiras coisas que ela fez foi esse bolinho de maçã, que não leva líquidos, portanto totalmente liberado para os alérgicos a leite. Aliás, segundo minha mãe nenhum bolo tipicamente francês leva líquidos, ou seja, muito fácil de resolver nosso problema em relação aos bolos em geral: vamos comer somente bolos franceses!
Esse bolo é um dos básicos da culinária caseira francesa. O nome não poderia ser mais auto-explicativo: a receita compreende a mesma quantidade de farinha, açúcar, manteiga e ovos, ou seja, cada quarto do peso da massa do bolo é composta por um ingrediente acima. Entendeu? ;) O resto, é firula: fermento, maçã, canela se quiser, água de flor de laranjeira, etc, etc...
Como a receita original traz os ingredientes em gramas (você já tinha entendido, não é?), fizemos as conversões para xícaras.

Bolo Quatre-quarts aux pommes

Ingredientes:

4 col. (sopa) de açúcar
Duas a três maças descascadas, sem caroços e cortadas em dez pedaços
2 ovos
3/4 xícara de açúcar
1 xícara de farinha
Meio tablete (100g) de manteiga
1 col. (sobremesa) de fermento em pó
1 pitada de canela em pó (opcional)

Como fazer:

Disponha as 4 colheres de açúcar numa forma de furo no meio. Coloque a forma em fogo baixo até caramelizar o açúcar. Coloque as fatias de maçã por cima do caramelo e reserve. Para a massa, misture o açúcar com a manteiga até obter um creme homogêneo. Acrescente os ovos, um por um, e depois a farinha previamente peneirada com o fermento. Se quiser, acrescente uma pitadinha de canela em pó na massa. Coloque a massa por cima das maçãs e asse em forno pré-aquecido a 180°C por aproximadamente 40 minutos. Desenforme ainda morno. Voilá!

5 de agosto de 2012

Tarte Tatin


Na minha opinião, essa é a mais francesa de todas as tortas que existem. Não lembro de minha mãe tê-la feito alguma vez, mas sempre tive vontade de tentar fazer, apesar do medo. Medo das frutas queimarem no fundo da forma, medo da massa quebrar ao desenformar, enfim, medo da catástrofe! ;)
Bem, criei coragem e tentei. Tenho alguns livros que trazem uma receita dessa torta. Toda elas são bem parecidas, mas calhou de eu fazer esta daqui, da revista Casa e Comida de junho/julho. E como ela está aqui, vocês já adivinharam que deu muito certo, não é?

Tarte Tatin

Ingredientes:

200g de farinha de trigo (aproximadamente duas xícaras rasas)
100g de manteiga gelada (meio pacote), cortada em pedaços
2 col. (sopa) de açúcar
1 pitada de sal
3 col. (sopa) de água
6 maçãs verdes (você pode usar qualquer maçã, na verdade. Eu fiz com verdes)
Suco de 1 limão
1/2 xícara + 1 col. (sopa) de manteiga
1 1/2 xícaras de açúcar
3 col. (sopa) de Cointreau




Como fazer:

Misture a farinha com a manteiga gelada até formar uma farofa. Acrescente o açúcar, o sal e as colheres de sopa de água, uma a uma, até a massa ficar homogênea e lisa, mas não muito grudenta. Faça uma bola de massa, embale com filme plástico e coloque na geladeira por duas horas.
Enquanto isso, faça o recheio. Descasque, tire os caroços e corte em oito pedaços cada maçã. Derrame o suco do limão por cima, para que não escureça. Coloque o açúcar e a manteiga numa panela de fundo grosso, em fogo bem baixo. Quando tudo derreter, coloque os pedaços de maçã, o Cointreau, e mexa bem. Tampe a panela e deixe cozinhando por cinco minutos. Desligue o fogo e reserve, com a panela tampada. Minhas maçãs ficaram bem moreninhas, pois usei açúcar demerara. Se usar açúcar refinado ficarão mais claras.
Abra a massa com um rolo até que ela fique com aproximadamente 3 mm de espessura. Cubra uma forma redonda com um pouco da calda das maças, disponha os pedaços de maçã por cima e regue com o restante da calda. Cubra as maças com a massa, e corte os excessos com uma faquinha. Com um garfo ou colher force as bordas da massa para baixo. Asse em forno pré-aquecido a 180°C por 30 a 40 minutos, ou até a massa dourar e inflar um pouquinho.
Deixe esfriar completamente antes de desenformar. Para tal, desgrude as beiradas da torta da forma com a ajuda de uma faquinha. Coloque um prato por cima da forma, segure bem e vire de uma vez. Tchanram!


22 de outubro de 2011

Pão do amor


Conheci uma pessoa engraçadíssima esses dias. No meio de uma conversa regada a muitas gargalhadas, ele me perguntou qual era minha especialidade na cozinha. Um minuto de reflexão... Acho que não tenho especialidade... Ainda sou  muito nova nas panelas para eleger uma especialidade da casa, eu acho. Ou talvez meu espírito curioso prefere sempre inventar e experimentar coisas diferentes, ao invés de repetir o que é conhecido. No final das contas, dei uma meia resposta contando que, especialidade ou não, o que mais gostava de fazer era pão. Qualquer pão. Juntar, misturar, sovar, esperar crescer, amassar de novo, esperar crescer de novo, por no forno, esperar assar, tirar do forno... parece uma gravidez terminada por um parto tranquilo.

Hoje a noite fiz duas receitas de uma vez, para aproveitar o empenho e o forno ligado. Uma doce e uma salgada. Vou contar do pão doce. Ele foi sovado a seis mãos (as minhas e as das meninas) e enquanto sovávamos, eu sugeri que cada uma de nós dedicasse aquele pãozinho a alguém especial: a mais velha dedicou o pão ao pai, a mais nova lembrou da vovó "Suviani", e eu dediquei o pão ao meu irmão querido, que vejo tão menos do que gostaria e que agora é Capitão (morro de orgulho, sou irmã coruja). Eu já disse aqui em alto e bom som que te amo, pois em alto e bom som eu repito: EU TE AMO.


Pao doce de mel e canela

Ingredientes:

2 xícaras de farinha de trigo integral
2 xícaras de farinha de trigo branca
1 pacotinho de fermento biológico seco
1 colher (sobremesa) de sal
4 colheres (sopa) de açúcar demerara
2 colheres (sopa)de mel
1 colher (sobremesa) de canela em pó
4 colheres (sopa) de óleo
1 1/2 xícara de água morna
Farinha de trigo branca para sovar a massa

Como fazer:

Misture um pouquinho da farinha branca, do açúcar e da água morna numa tigelinha. Acrescente o fermento e espere a mistura começar a borbulhar. Esse é o sinal de que o fermento está "vivo". Misture os ingredientes secos numa tigela. Adicione o óleo, o mel e misture bem. Acrescente o fermento diluído e o restante da água aos poucos. Coloque a massa numa superfície plana, enfarinhada e vá sovando a massa, acrescentando mais farinha branca, até a massa deixar de colar nas mãos. Essa massa deve ficar bem macia, quase mole. Sove a massa por alguns minutos, forme uma bola e deixe descansando para crescer. Quando a massa dobrar de volume, amasse-a massa novamente, e forme bolinhas de massa com as quais você vai encher uma forma de bolo. Coloque as bolinhas uma do lado da outra, e sobrepostas. Deixe descansando novamente, até crescer bastante. Asse em forno pré-aquecido a 180°C, por aproximadamente 45 minutos. Desenforme para deixar esfriar. 
Com tanto amor canalizado, o pão não tinha como não ficar ótimo!

12 de outubro de 2011

Voltei


Queridos... voltei mesmo. Pensei que logo depois do frenesi da mudança minha vida voltaria ao normal, mas a verdade é que agora meu tempo extra é bem mais curto. Me desdobro mais ainda pra dar conta de tudo sozinha em casa. E estou aproveitando o máximo que posso meus momentos com minhas filhas, sempre procuro fazer coisas diferentes com elas. Mas prometo dar continuidade às receitas, talvez não com a frequencia de antes, mas constantemente.
Lembram do cacho de banana? Consegui trazê-lo comigo, acreditem... eu sou um ser inferior, não consegui desapegar ;). Ele passou dois meses embaladinho em sacos plásticos no chão da minha cozinha, e continuava verdíssimo. Então, quando eu já tinha perdido a esperança de ver as bananas maduras, um belo dia (segunda feira passada) constatei que elas estavam todas maduras! Coisa mais linda, um monte de bananas magrinhas (pois não ficaram tanto tempo no pé pra ficarem bem gorduchas), mas deliciosas. Claro que a primeira coisa que fiz foi aquele bolo de banana imbatível. Só que no meio do preparado me dei conta que não tinha farinha de aveia, e só um tiquinho de farinha de rosca...
Então o jeito foi improvisar. Coloquei o que tinha de farinha de rosca (meia xícara), completei com aveia em flocos finos (mais meia xícara), e a farinha de aveia substituí por farinha de trigo integral. O resultado foi um bolo um pouco mais seco, mas tão bom quanto o original. E demorou mais um tempinho pra assar, uns 50 minutos.
Já já volto com mais receitas!

1 de agosto de 2011

Ricota de leite de cabra


Andei sumida, eu sei... Dessa vez viajei e não falei nada pra ninguém, mas é que foi uma viagem combinada, marcada e comprada de ultíssima hora. Fui passar uma semana de férias em Florianópolis, sozinha. Como assim? Fiquei na casa de uma amiga, que me disse que só uma aquariana teria coragem de passar férias sozinha, sem os filhos, sem ninguém. Será? Pena para as mães de outros signos, então!
Mas de qualquer forma, como disse, fiquei na casa de uma amiga, então não posso dizer que fiquei completamente sozinha, certo?
O que fiz em uma semana? Tomei café do Kênia, comi pão e cookies caseiros, andei por dunas e morros, comi tainha e barrigudo, conheci uma padaria que tem uma mesa só, comunitária, gravei milhares de músicas da Madonna (minha amiga tem TODOS os CDs dela), comprei açúcar baunilhado, pasta de curry e aveia em grãos, conversei na frente da lareira, tirei foto de dois gatos lindos, e descobri que a ilha é isso tudo que todos falam: é liiiiiiinda, e as pessoas são educadas e simpáticas (e lindas!). E saí de lá querendo me mudar pra lá, como todo mundo! Ok, me mudar eu não garanto, mas voltar, vou voltar com certeza. O tempo nem sempre ficou bom para fotos mas está tudo gravado na minha memória...

De volta à vida real (renovada, energizada e com o tanque da paciência cheinho), resolvi por em prática uma tentativa de fazer queijo de cabra caseiro. Não vá pensando que consegui fazer aquele queijo durinho, mas uma bela ricota sim. Deu super certo, e foi bem fácil de fazer.

Ricota de leite de cabra
Ingredientes:
1 litro de leite de cabra (use o leite que é vendido em garrafas de tetrapack)
50 ml de vinagre (de maçã ou de vinho branco)
Sal
Como fazer:
Coloque o leite para ferver. Após a fervura, desligue o fogo e aguarde alguns minutos. Despeje o vinagre no leite, mexa um pouco e deixe o leite talhar por mais ou menos meia hora, sem mexer. Disponha uma peneira por cima de um recipiente relativamente fundo, como uma saladeira, e por cima da peneira disponha um paninho de algodão limpo (pode ser um simples pano de prato). Vá retirando o leite talhado com uma grande escumadeira e coloque por cima da peneira. Descarte o soro do leite que sobrar na panela. Deixe o queijo escorrer um pouco, até esfriar completamente. Tire o queijo da peneira e coloque-o num recipiente. Salgue a gosto, tampe bem o recipiente e conserve em geladeira. Você pode temperar com algumas ervas secas.
Se posso comer queijo de cabra com minha alergia a leite? Até posso, com bastante moderação. Experimente!

13 de julho de 2011

Pão integral fácil, para Márcia



Márcia é uma leitora assídua do blog. Mas ela sempre me diz que minhas receitas não são simples... Essa receita de pão é pra você Márcia, e se você não achá-la simples, eu não sei mais o que fazer pra te convencer de que minha comida é simples!

Pão integral fácil

Ingredientes:

3 xícaras de farinha de trigo integral
2 xícaras de farinha de trigo
1 1/2 xícaras de água morna
1/2 xícara de óleo ou azeite
1 col. (sobremesa) de sal
1 pacotinho de fermento para pão
1 col. (café) de farinha e outra de açúcar



Como fazer:

Teste o fermento: misture as colheres de café de açúcar e de farinha em meia xícara de água morna (esse é o "mingau" do fermento). Dissolva o  fermento nesse preparado e espere espumar. Enquanto isso, misture as farinhas e o sal e reserve. Acrescente o óleo, o "mingau" de fermento e vá acrescentando o restante da água aos poucos, até formar uma massa homogênea. Sove a massa por alguns minutos, até obter uma bola de massa bem lisa e elástica. Coloque a massa numa travessa grande, coberta com um pano de prato, e deixe crescer até dobrar de volume. Retire a massa da travessa, sovre mais um pouco e divida a massa em duas partes. Coloque cada parte numa forma de pão, cubra com um pano de prato e deixe crescer até dobrar de volume novamente.
Ligue o forno em temperatura bem alta. Deixe o forno esquentar por no mínimo 10 minutos. Abaixe a temperatura do forno até 200°C e coloque os pães para assar por aproximadamente meia hora, ou até o pão dourar.

14 de maio de 2011

Bolo de maçã e limão siciliano


Ninguém sabe, mas eu tenho uma paixão velada por limão siciliano. Bem, agora alguém sabe... Nunca falei porque parece afetado, né? Paixão por limão siciliano... não pode ser por limão, ponto? Não, é por limão siciliano! Não queiram explicar as coisas do coração... Então, pra quebrar a greve de fome do meu querido blógui, resolvi fazer um bolo que leva raspinhas de limão siciliano e glacê de limão siciliano. Uma parte dessa receita eu peguei na internet há uns meses atrás, mas agora me é impossível lembrar a fonte. Na verdade, a receita original leva "limão ralado", coisa que não sei bem o que significa, então resolvi dar os meus toques, como acrescentar leite (de soja) na massa e colocar um glacê de limão por cima do bolo, antes de servir.


Bolo de maçã e limão siciliano

Ingredientes:

200g de manteiga
1 xícara de açúcar
3 ovos
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de maisena
1/2 xícara de leite de soja
1 col. (sobremesa) de fermento químico
1 maçã ralada
raspas da casca de um limão siciliano

Como fiz:

Peneire e junte a farinha, a maisena e o fermento. Reserve. Bata a manteiga em temperatura ambiente com o açúcar até formar um creme homogêneo. Acrescente os ovos, um por um, sem parar de bater. Adicione os ingredientes secos alternadamente com o leite, ainda sem parar de bater. Quando tudo estiver bem misturado e homogêneo, acrescente a maçã e as raspas de limão, misturando com um colher. Coloque a massa numa forma untada, e asse em forno pré-aquecido a 180°C, por 40 minutos.

Para fazer o glacê, basta misturar 1/4 de xícara de suco de limão siciliano (o mesmo do qual você tirou as raspinhas da casca) e 2/4 de açúcar com um batedor de arame. Quando o bolo estiver frio, derrame o glacê por cima do bolo e espere secar um pouquinho antes de servir.



O resultado? Bem... eu sou suspeita para falar, mas... ficou irresistível!

10 de março de 2011

Torta de maçãs para um pique-nique


Sábado seria dia de pique-nique. Resolvemos isso de manhã, e para a ocasião preparei uma torta de maças. A minha mãe costumava fazer uma torta de maças para os momentos especiais que realmente só ela sabe fazer. Nunca vi a receita dela em lugar nenhum, nem ninguém que faça igual. Só leva maçãs e é coberta com uma geleia feita com a casca das maçãs usadas na torta. Eu costumo fazer essa receita, mas por motivos que só os espíritos que habitam cada cozinha sabem, as minhas tortas nunca ficam iguais as dela... O fato é que o cheiro de maçãs cozidas me trazem muitas recordações boas de infancia e quando quero realmente comer algo reconfortante faço uma torta de maçãs. Para a torta do pique-nique, decidi fazer diferente. Fiz uma compota de maçãs na véspera e de última hora resolvi usar a compota na torta. E disso partiu outra decisão: fazer uma torta fechada, com recheio de compota e crème patissière, aquele mesmo creme que eu usei nas tortinhas de pêssego.

As meninas ficaram ansiosas o dia inteiro e chegado o momento, fiz café, arrumei as comidinhas (frutas, bsicoitos, torta), os pratinhos, a toalha... E paramos tudo diante da seguinte pergunta: "em que lugar faremos nosso pique-nique?". A praça perto de casa tem acesso livre para todos os cachorros da vizinhança, o que nos impede de simpelsmente andarmos despreocupados em cima dela, quanto mais estendermos uma toalha lá e sentarmos pra comer... Fora ela, pensamos em algumas outras praças que conhecemos, mas nos deparamos com o mesmo problema. Não existem praças em que o acesso aos animais de estimação seja restrito. A praia foi um lugar pensado também, mas sentar pra comer na areia é um pouco incompatível com torta, pratinho, cafezinho... no final tudo seria areia. (Pensamos em fazer um dia um pique-nique na praia, mas aí teremos sanduiches e bebidas em garrafinhas individuais).
E agora?
Eu: - Meninas, hora do pique-nique!! (confiante, como se nenhuma dúvida tivesse um dia passado pela minha cabeça)
Meninas: -ÊÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!!!!!!!!!! (alegria pura, correria para um lado e para o outro)
Marido: -Onde vai ser o pique-nique, então? (cara de quem está em apuros)
Eu: - Aqui mesmo, no terraço! (cara de sonsa)
Meninas: - Anh?Ahhhhhh..... Assim não é pique-nique! (cara de decepção total)
Marido: - Que invenção é essa? (sorriso amarelo)
Eu: - Ué, se a gente não pode ir à praça, a praça vem até a gente! (cara de quem não acredita muito no que diz)
Meninas: - Então tá... (cara de quem não tem opção porque quem manda sou eu mesmo...)

Então, botei todo mundo para ajudar na arrumação do terraço: estendi a esteira, coloque a toalha branca por cima, a mais nova trouxe as almofadonas, a mais velha trouxe os copos e pratos, e depois de tudo posto, sentamos juntos, e comemos. Um acontecimento! Foi nosso primeiro pique-nique, e certamente não o último!




Torta de maçã

Ingredientes:

Para a massa
3 xícaras de farinha de trigo
180g de manteiga gelada
1/2 xícara de açucar
duas gemas
4 col. (sopa) de água

Para a crème patissière
2 xícaras de leite de soja
3 gemas
100g de açúcar
3 col. (sobremesa) de maizena

Para a compota de maçãs
10 maças
suco de limão qb

Como fazer:

Prepare a massa: misture a farinha e o açúcar. Incorpore a manteiga gelada cortada em pedaços na farinha, até formar uma farofa úmida. Acrescente as gemas, misture bem e por último adicione a água. Quando a massa estiver "dando liga", faça uma bola de massa e coloque na geladeira por aproximadamente uma hora, ou até ela ficar bem dura.
Enquanto a massa resfria, faça a compota de maçãs e a crème patissière. Para a compota de maçãs, descasque as maçãs e corte-as em pedaços médios. Vá acrescentando suco de limão às maçãs cortadas, para que elas não escureçam. Coloque os pedaços de maçã numa panela de fundo grosso e leve ao fogo bem baixo. Deixe que elas cozinhem lentamente por aproximadamente 25 minutos, mexendo de vez em quando. Elas devem se trnasformar numa compota heterogênea. Reserve.
Para a crème patissière, misture o leite com a metade do açúcar e leve ao fogo. Enquanto o leite esquenta, bata as gemas com o restante do açúcar com um batedor de arame até obter um creme esbranquiçado. Quando o leite ferver, desligue o fogo. Depois que amornar um pouco, misture a maizena no leite com um batedor de arame. Por fim, derrame o leite nas gemas batidas, mexendo bem e leve ao fogo novamente apenas para engrossar um pouco o creme. Reserve.
Retire a massa da geladeira e separe-a em duas partes, uma um pouco maior que a outra. Coloque o pedaço menor na geladeira novamente. Espalhe o pedaço maior de massa numa travessa redonda, forrando bem o fundo e as laterais. Faça alguns furos no fundo da massa com um garfo. Disponha a crème patissière no fundo da massa e por cima a compota de maças. Você pode salpicar a compota de canela em pó, se quiser.
Retire o pedaço restante de massa da geladeira e com um rolo espalhe a massa em cima de uma superfície lisa até obter um círculo com diâmetro ligeiramente maior que a forma usada para fazer a torta. Se a massa ficar muito quebradiça, coloque farinha à medida que for formando o círculo com o rolo. Com cuidado, disponha a "tampa" de massa por cima da compota e aperte as bordas da "tampa" nas laterais da forma já cobertas de massa.
Coloque para assar em forno pré-aquecido a 180°C por 40 minutos, ou até dourar.


2 de março de 2011

Chocolate quente


Quando descobri que tinha alergia a leite de vaca a primeira coisa que me disseram foi que eu não poderia comer chocolate. O que tem a ver uma coisa com a outra? É que praticamente todos os chocolates existentes no mercado brasileiro contém leite dentre os ingredientes. Bem, essa era a realidade nacional há três anos atrás. Hoje, procurando bem, encontramos alguns chocolates sem leite nas prateleiras de supermercado, porém todos eles importados. Aliás, existem dois chocolates da Garoto que não levam leite. Fora eles, esqueça. Falarei sobre isso em outro post.
Eu, que não era assim uma grande consumidora de chocolate, virei praticamente uma chocólatra, depois de desenvolver minha alergia. Chocolate sem leite virou uma ótima opção de sobremesa ou doce-levanta-glicose no meio de uma tarde de trabalho.

Resolvida a "restrição" por chocolate veio a impossibilidade de tomar café com leite (ou qualquer varição sobre o mesmo tema, como cappuccino, sorvete de café, etc), essa sim real, pois café sem leite, não é café com leite... dan!

E chocolate quente, como fica? Bem, o chocolate já sabemos que pode ser sem leite, mas e o... leite? Já tentei várias vezes fazer chocolate quente com leite de soja, mas nunca aprovei o resultado. Daí, um belo dia, depois de comprar umas 15 barras de chocolate diferentes de uma vez só (em breve vocês saberão porquê) resolvi fazer um chocolate quente do jeito que aprendi no café que frequentava quando morei em Montpellier: botando chocolate em barra no leite. Como não tinha tentado antes? Dessa forma, o chocolate disfarça completamente o gostinho de soja do leite e encorpa bem a bebida. Experimente:




Chocolate quente de Montpellier (quase...)

Ingredientes (para uma xícara):

1 xícara de leite de soja
2 col. (sopa) de chocolate em pó
açúcar a gosto
2 quadradinhos de chocolate em barra

Como fazer:

Esquente o leite com o chocolate em póe açúcar a gosto (eu prefiro sem açúcar). Após levantar fervura, desligue o fogo e reserve. Na hora de servir, coloque o chocolate em barra na xícara e derrame o chocolate quente por cima. Espere o chocolate derreter um pouco e mexa até misturar completamente. Depois que você tomar o chocolate quente vai ficar raspando as paredes da xícara com a colher...



Mungunzá ou canjica?


Como sou metade nordestina (minha outra metade é francesa, vocês já sabem), acho um insulto essas mudanças de nome que os brasileiros de outras regiões impõem à alguns pratos e alimentos. A diferença entre macaxeira e mandioca eu já deixei clara por aqui. Chamar mungunzá de canjica pra mim é mais absurdo ainda, pois além de chamar um prato com o nome de outro prato, eles tiveram que inventar outro nome, para este último, já que o seu nome foi dado a outro. Entendeu alguma coisa? Está vendo? É só pra arrumar confusão! Resumindo: chamam mungunzá de canjica, e por conta disso, a canjica virou curau.
É só brincadeirinha tá, gente? Não estou tendo ataques de regionalismo não, ;)

Fazer mungunzá, ou canjica, com leite de soja dá muito certo. Nem estamos no São João ainda, mas você já pode ir ensaiando pra fazer o prato quando as festas juninas chegarem.



Mungunzá com leite de soja

Ingredientes:

1 xícara de milho para mungunzá/canjica (pode ser do amarelo ou do branco, tanto faz)
1/2 litro de leite de soja
1 vidrinho de leite de coco
canela em pau, cravos da índia e açúcar a gosto

Como fazer:

Deixe o milho de molho durante a noite. No dia seguinte, escorra a água do molho e cozinhe o milho em bastante água na panela de pressão, juntamente com a canela e o cravo da índia por meia hora.
Abra a panela de pressão, escorra o excesso de água do cozimento, deixando apenas água suficiente para cobrir o milho já cozido (e mais um dedinho). Acrescente o leite de soja, o leite de coco e leve à fervura até a mistura de leite engrossar e os grãos de milho ficarem bem molinhos.
Por fim, acrescente açúcar a gosto. Se quiser, pode colocar um pouco de coco ralado durante o cozimento final.
É ótimo para um lanchinho numa tarde de chuva!

15 de fevereiro de 2011

Omelete de aniversário


Tenho que confessar, minha vida mudou depois que aprendi a fazer omelete com um video da Rita Lobo. Como ela mesma diz: tem coisas que a gente só consegue explicar mostrando como se faz. Não que nunca tivesse arriscado fazer uma omelete. Mas assim, profi, nunca tinha feito não. E o modo de fazer faz toda a diferença, é inacreditável.
No dia do meu aniversário (e penúltimo dia de férias, snif!), resolvi começar o dia bem, e coloquei em prática o que vi no video. Misture bem com um batedor de arame ovos caipira e uma colher de sopa de leite de soja (não adoçado) para cada ovo usado... Coloque numa frigideira untada com óleo...
Assita o video e veja o que fazer durante o cozimento...


Ops, é melhor fazer isso antes de por os ovos na panela...
Antes de dobrar a omelete tempere com sal e ervas finas...


Ficou pronta?


Pode servir. Meu café da manhã ficou muito chique!


Aliás, com uma omelete dessas você faz bonito em qualquer refeição leve! O que servir com ela? Uma saladona de folhas verdes, ou um macarrãozinho no alho e óleo. C´est tout!

7 de fevereiro de 2011

Desafio


Aquela minha amiga que me mandou uns agrados há um tempo atrás mandou outra encomenda recentemente. Dessa vez o pacote foi mais para agradar os olhos do que as papilas gustativas, mas não faltou alimento. Na caixa veio um pacote de farinha de beterraba, apensado a um desafio: fazer alguma coisa com a farinha e postar no blog. Quando vi o pacotinho, fiquei imaginando que aquele pó maravilhosamente rosa poderia ser um ótimo corante natural para alimentos diversos, mas quando abri a embalagem, o cheiro não deixava dúvidas, era beterraba pura... Bem... não sei que tipo de sobremesa aguentaria um marshmallow de beterraba, então talvez não fosse uma boa ideia colocá-lo em sobremesas...
Pois bem, cara amiga, aí está a primeira experiência. Todo mundo já ouviu falar em bolo de cenoura, certo? E em bolo de beterraba? Muito simples: pegue uma receita de bolo branco, normal, e substitua o leite por suco de beterraba.
Achei que a ideia não poderia dar errado, no mínimo teria um bolo com gosto de beterraba, o que não seria tão repulsivo para meu paladar de natureba. E no máximo, teria um bolo cor-de-rosa, da cor do suco da beterraba! O que vocês acham que aconteceu?
Pelas fotos aí em cima vocês já sabem que cor-de-rosa, o bolo não ficou... E o gosto? Absolutamente... beterraba!

Bolo com farinha de beterraba

Ingredientes:

4 ovos
1 e 1/2 xícara de açúcar
2 xícaras de farinha de trigo
3 col. (chá) de manteiga
1 col. (sobremesa) de fermento em pó
3 col. (chá) de farinha de beterraba diluídas em 1 xícara de água morna

Como fazer:

Separe as gemas das claras. Bata as claras em neve e reserve.
Numa batedeira, misture as gemas com o açúcar até obter um creme esbranquiçado. Sem parar de bater, acrescente a manteiga.
Peneire a farinha juntamente com o fermento numa travessa. Quando a manteiga estiver bem misturada ao creme de gemas e açúcar, vá adicionando aos poucos o suco de beterraba e a farinha, alternadamente.
Por fim, adicione as claras em neve, delicadamente.
Coloque para assar em forma de buraco no meio previamente untada, em forno pré-aquecido a 180 °C, por aproximadamente 40 minutos.



Veredito final: o bolo não ficou com uma cor linda, mas não ficou ruim. Porém... se você não gosta de beterraba, melhor nem tentar!

26 de dezembro de 2010

Pão de chocolate


Hoje foi dia de fazer pão. E lembra daquela receita que não acertei antes? Pois resolvi refazê-la, só porque fiquei devendo. Das coisas que gosto de fazer e comer, o pão é talvez minha preferida. A receita desse pão tirei de um livrinho que minha mãe me deu intitulado "Pains et Brioches", de Philippe Chavanne. Apesar de só levar farinha branca (sempre faço pão integral), resolvi tentar, pelo fato de ter cacau na massa e de ser muito simples, mesmo.
Tudo bem, essa não é exatamente uma receita específica para quem não pode ingerir laticínios, já que não leva nenhum, mas ficou tão gostoso que achei simpático compartilhar. Aqui vai a receita original (traduzida, claro...). Apesar de ser uma receita classificada no livrinho como "doce", o pão não fica muito doce.



Pão de chocolate

Ingredientes:

450 g de farinha de trigo
1 pacotinho de fermento seco para pão
25 g de açúcar mascavo
25 g de cacau
1 col. chá de sal
1 col. sopa de óleo
água morna (aproximadamente 1 xícara)


Como fiz:

Misture os ingredientes numa bacia. Faça um buraco no meio e adicione o óleo. Misture com um garfo e vá acrescentado a água até conseguir trabalhar a massa com as mãos. Vá acrescentando água até a massa se tornar lisa e homogênea. Sove a massa por alguns minutos e coloque-a numa travessa untada. Deixe crescer por 1 hora ou até a massa dobrar de volume. Sove novamente a massa só para expulsar o excesso de ar e coloque a massa numa forma de pão untada. Deixe crescer por mais 30 minutos e asse em forno pré-aquecido a 220°, por meia hora.


Observação: quando minha mãe leu aquele post sobre o pão que não deu certo, ela me mandou uma longa explicação sobre o que pode fazer um pão não dar certo. Basicamente, a culpa sempre é do fermento. Antes de fazer um pão, eu costumo testar o fermento: faça um "mingauzinho" misturando um pouco de água morna, farinha e açúcar. Coloque dentro o fermento seco. Espere alguns minutos. Se borbulhar, o fermento está vivo. Se depois de 10 minutos nada acontecer, desista do pão, pois o fermento não está bom. Você pode usar o mingauzinho com o fermento diluído sem problemas, considerando a quantidade de água que você pôs nele. E não esqueça: água muito quente mata o fermento, então sempre use água que dê pra colocar o dedo dentro e deixar sem sentir incômodo!

29 de novembro de 2010

Madeleines


Quando eu estava na Universidade, lá na França, ganhei de minha colega de apartamento um livrinho sobre biscoitos chamado "Les petits gâteaux d´Alsace", de Suzanne Roth. Diga-se de passagem, pensando sobre isso agora, me dou conta que esse foi o meu segundo presente sobre comida que ganhei de colegas da graduação, o primeiro foi um livro só sobre chocolate. Esse livrinho tem um monte de receitas de biscoitos, de bolinhos e de macarrons. Nenhuma delas leva leite!
Madeleines são bolinhos bem franceses que tem um gosto característico e sempre são assados em formas específicas, em formato de conchas (coloca "madeleine" no google e você vai dar de cara com imagens do bolinho).
E falando em google, na internet existem milhões de receitas de madeleine. Umas levam essência de laranja, outras de baunilha. Umas levam casquinhas de limão, outras de laranja... Outras pedem pra bater os ovos com o açúcar primeiro, outras pra bater a manteiga com o açúcar primeiro... Sinceramente, depois de fazer essa receita acho que o fato de bater bem, antes de mais nada, a manteiga EM TEMPERATURA AMBIENTE com o açúcar traz uma consistência incomparável ao bolinho. E talvez, acrescentar casquinhas de laranja realce mais ainda o sabor de coisa de criança que só as madeleines têm. Vou tentar da próxima vez.

Bem, o livrinho ficou muito tempo esquecido numa caixa na casa do meu pai, e foi resgatado há pouco tempo, com o que me enchi de vontade de assar biscoitos como uma louca! Mas na verdade, quando descobri que o livrinho tinha uma receita descomplicada de madeleines, resolvi começar por aí. Se tem uma coisa da qual sinto saudades da época que morei na França, é das maravilhosas madeleines!

Antes de começar, peço desculpas para os sem-balança-de-precisão. As receitas francesas são todas em gramas... Mas tenho certeza que você pode encontrar copos dosadores ou tabelas de conversão para superar esse pequeno detalhe.


Madeleines

Ingredientes:

6 ovos
250g de açúcar
180g de manteiga a temperatura ambiente
250g de farinha de trigo
1/2 col. (sobremesa) de fermento
1/2 col. (sobremesa) de égua de flor de laranjeira, ou essência de laranja. Eu usei Cointreau, na verdade.

Como fiz:

Separe as claras das gemas. Reserve as gemas e bata as claras em neve até obter picos firmes. Adicione a essência ou licor de laranja no finalzinho e reserve.
Bata a manteiga amolecida com o açúcar até obter um creme fofo e esbranquiçado. Acrescente as gemas, uma a uma, sem parar de bater.
Misture o fermento à farinha. Acrescente a farinha alternadamente com as claras batidas à mistura de manteiga, açúcar a gemas, mexendo delicadamente, até obter uma massa homogênea.
Disponha a massa em forminhas untadas (encha as forminhas até 3/4 de sua altura), e asse em forno pré-aquecido a 220° C por 15 minutos, ou até dourar. E não se preocupe com as forminhas, use as de empada grande que ficam boas do mesmo jeito! Essa receita rende 24 bolinhos.



As madeleines foram de presente para a prima e acabaram virando leite para o filho da prima.