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10 de novembro de 2012

Floripa

Pier na Praia de Cachoeira do Bom Jesus

Eu raramente volto a um lugar que visito. Acho o mundo e minha curiosidade muito grandes, então sempre que posso viajar de férias eu escolho lugares diferentes pra conhecer. Florianópolis foi um dos lugares para o qual sempre quis voltar. Quando fui pela primeira vez, achei tão maravilhoso, que não resisti e publiquei um post sobre a ilha, lembra? E voltei. Só que dessa vez fiz questão de registrar as coisas boas que comi! Passei pouco tempo, então não deu pra conhecer tantos pontos gastronômicos, e também não espere que eu traga aqui referências de lugares pra comer frutos do mar... E teve vezes que a emoção foi tanta que simplesmente esquecia de registrar, :) Florianópolis definitivamente é uma cidade generosa pra quem tem alergia a leite!
Enfim, alguns lugares merecem menção honrosa e especial. Vejam aí.

Restaurante Pescador Lobo, na Praia do Forte. Praia linda, anchova grelhada inacreditável!


Depois de passear nas Dunas da Lagoa da Conceição, nada melhor do que um sorvete da Gelateria Max, na Lagoa da Conceição. Tem sorvete sem laticínios, identificados com plaquinhas verdes. Os sabores são chocolate amargo (praticamente chocolate derretido e gelado), maracujá, pomelo, limão, morango e frutas vermelhas. Provei chocolate, morango, limão (limão siciliano, ai...), frutas vermelhas e maracujá. Todos de cair pra trás! Nem dá pra acreditar que não tem leite!

 
 


Descanso pros sapatos...
 

Café lindo, o Armazém da Vila, em Santo Antônio de Lisboa. Olhem o tamanho do quindim...


Empanado integral de palmito, do Empório Mineiro, na Lagoa da Conceição, antes de encarar passeio de barco na Lagoa. Nesse café também tem uma torta de maça inacreditável que passou batida, desculpem, ;)

Diversas opções de delícias, e cafezinho com leite de soja, na melhor padaria de todos os tempos, O Padeiro de Sevilha, no Centro. Só os cookies de café e laranja valem a viagem pra Floripa! A louca rindo sou eu feliz da vida!


Praia de Moçambique, paraíso na terra. Pronta pra sair.

Ai, já estou com saudades!!

PS: Divulguei tudo de coração, de livre e espontânea vontade.

6 de novembro de 2012

Neurônios demais


Com licença, Ruy Castro, mas adorei!

Pesquisa de cientistas brasileiros, divulgada internacionalmente, comprovou que o cérebro humano só se diferenciou do dos outros primatas quando o homem aprendeu a cozinhar. Mas, atenção -não significa que você tenha um cérebro superior ao dos seus amigos apenas porque às vezes cozinha um macarrão para eles no seu apartamento.
A pesquisa se refere ao princípio do uso do fogo pelo homem, entre 600 mil e um milhão de anos atrás. Naqueles tempos pré-internet, uma novidade levava séculos para viajar de uma caverna a outra, mas o fogo foi algo tão espetacular que se disseminou como um viral. Os alimentos cozidos, mais fáceis de mastigar e digerir, permitiram maior absorção de calorias, levando ao aumento da massa encefálica e do número de neurônios do cidadão. Ato contínuo, ele desceu da árvore e começou a ler Kierkegaard. Bem, deu no que deu.
A ideia é a de que, enquanto passava a folhas, sementes, raízes e outros alimentos hoje preconizados pelos naturebas, o homem não consumia calorias suficientes para uma produção decente de neurônios. Além disso, o esforço de mastigação requerido por aquela dieta crua fazia com que não tivesse tempo para mais nada. O cozimento dos alimentos deu-lhe horas livres, que ele usou para desenvolver sua vida social - como sair para almoçar com a turma, do que resultaram ainda mais neurônios.
De repente, o homem se viu até com mais neurônios do que precisava - 86 bilhões, pela última contagem. E, de certa forma, até hoje é assim, razão pela qual as pessoas se dedicam a apagar alguns milhões de uma sentada, tomando porres, queimando fumo ou lendo "Cinquenta tons de cinza".
Os orangotangos e os gorilas, ex-colegas de turma do homem, continuaram com a sua dieta básica e ficaram para trás, repetindo ano. Mas, na sua modéstia, não estão se queixando.
Texto de Ruy Castro, publicado no jornal Folha de São Paulo, na segunda-feira, 29 de outubro de 2012.

26 de junho de 2012

Dois anos


Mamãe tá na cozinha completou dois anos de existência no último dia 24. 
Obrigada aos leitores queridos. Foram 37000 visualizações de página! 
Que venham mais vinte anos!

24 de dezembro de 2011

Feliz Natal

Nessa época do ano todo mundo fala em família. Todo mundo quer passar o Natal "em família". Acho que todos entendem que família é aquele grupo de pessoas que compartilham o mesmo sangue, e acabamos, quase todos, passando Natal com os parentes, cada um no seu grupo... Quando fui morar na França, a noite de véspera de Natal era uma coisa muito importante pra mim, pois tinha passado 18 festas de Natal com as mesmas pessoas, fazendo as mesmas coisas e comendo as mesmas comidas... Na França, Natal não é obrigação. Festeja quem quer. Com os parentes? Só se quiser. Muita gente passa a noite do dia 24 de dezembro assistindo televisão, como numa noite qualquer... E aí, depois de passar minha primeira noite de véspera de Natal sozinha, longe de qualquer parente, percebi que a data é um mero pretexto. O bom da festa não são os preparativos (na minha família é assim: correria pra comprar presente pra todo mundo e correria pra fazer todo o horror de comida da ceia... fica todo mundo cansado no dia 25!), nem ganhar alguns presentes, mas sim encontrar com a família toda. Todo mundo junto, dando muita gargalhada. Só que na minha família, não interessa se você está de bem ou de mal de alguém. Todo mundo tem que estar junto, na mesma festa, sem necessariamente querer estar lá. Eu, sinceramente, prefiro os almoços na casa da minha tia, em que só vai quem quer mesmo, e as gargalhadas também estão garantidas no menu.

Ano passado, eu tomei a decisão de não passar mais o reveillon na casa de alguém só pra agradar aos outros (e geralmente desagradar a mim mesma). Essa decisão foi relativamente fácil de ser tomada, pois a festa de reveillon não tem tanto apelo cristão quanto o Natal. Começar o ano se agredindo já é começar com o pé esquerdo... Então, reveillon, agora, só onde quero e com quem quero.

Eu não faço a mesma coisa no Natal por respeito a minha vó, que já viveu plenamente 97 anos, e tem no Natal o momento mais importante do ano. Deve ser maravilhoso ter 97 anos e passar uma noite com TODAS as pessoas da família juntas, filhos, netos, bisnetos... Por respeito, passo Natal com ela, mas eu gosto também de ver todos juntos. É legal percebermos com quem nos parecemos, com quem nos identificamos. É muito bom poder proporcionar isso às minhas filhas, fazê-las perceber que temos laços mais fortes com algumas pessoas, que as pessoas mais velhas da família representam, de certa forma, de onde viemos. Lamento muito não estar com minha mãe nesse momento, mas para me consolar me apego mais à ideia "francesa" que essa data não passa de uma data qualquer... ;)
Apesar de gostar demais de todas as pessoas da família, eu gostaria de poder incluir outras pessoa na MINHA família, um pouco como a Isabel Allende, que tem uma "tribu" composta não só pelos filhos e netos, mas também pelos agregados, amigos, enteados, filhos postiços e um monte de gente com quem ela se afina. Quem sabe um dia não viro uma matriarca e resolvo agregar um monte de gente à minha família?

Eu acho que família não é só sangue, mas também alma. Nesse momento estou pensando em algumas pessoas que considero ser minha família de alma... Vou pensar nelas durante o Natal, para tê-las por perto, nem que seja no coração. Até o dia em que eu consiga reunir todo mundo fisicamente perto de mim. Como faz a minha vó com seus filhos, netos e bisnetos, todo ano, na noite dia 24 de dezembro.

Feliz Natal para todos vocês! Depois posto as receitas da noite!

24 de agosto de 2011

Mudança

Sumi, mas só fisicamente, penso no blog o tempo inteiro. Além da mudança de endereço, estou enfrentando uma situação nova na vida, que é emocionalmente muito desgastante, apesar de engrandecedora. A mudança em si está me tomando mais tempo que o esperado, porque sair de uma casa com duas crianças e ir para um apartamento requer se desfazer de algumas coisas e comprar outras mais específicas para vida em apê. Pra mim é tudo novo, pois nos últimos 6 anos morei em casa, com terraço, quintal, plantas... E na verdade morei em apartamentos em poucas ocasiões na minha vida, e sempre por curto período de tempo.
Faz quase uma semana que mudei, mas já sinto saudade da antiga casa... Sobretudo da tranquilidade de ver minhas filhas correndo para um lado e para o outro, de vê-las brincando no jardim, pegando bichinhos (soldadinhos), colhendo minhas rosas sem minha autorização (agora acho um amor...). Elas estão sentindo falta de espaço, eu percebo, como eu. Mas sei que a gente vai se acostumar... Afinal, é só uma fase das nossas vidas, e como toda fase, vai passar. Na verdade ainda não entreguei as chaves da casa, ainda tem algumas coisas pra pegar na antiga morada, então acompanho ainda minha querida bananeira e meu mamoeiro... Acho que vou conseguir levar o cacho comigo!!
As coisas no apartamento, assim como nossas vidas, estão se ajustando aos poucos. Só falta instalar as cortinas (com blecautes reforçados nos quartos!!) e comprar mais móveis para a cozinha (e, claro, desencaixotar algumas coisas!). O lado positivo é que agora minha sala de jantar está num cômodo bem iluminado então poderei fazer belas fotos para o blog!
Descobri, nesse momento difícil de minha vida, a verdadeira importância dos amigos. É muito bom receber uma ligação de alguém disposto a ajudar. Só isso já ajuda, não é?

Mas enfim, esse post era só pra dizer que estou viva, mesmo que passando por um momento turbulento e que não vejo a hora de recolocar as mãos nas panelas, pois os últimos dias tem sido extremamente monótomos, de um ponto de vista gastronômico...

Agradeço especialmente a minha prima Renata, que trouxe pão doce e cocacola pra lanchar na véspera da mudança, quando eu e minha mãe estávamos completamente cobertas de poeira e a casa cheia de caixas de papelão. Foi o melhor lanche de todos os tempos!

13 de agosto de 2011

Minha bananeira e um exercício de desapego


Antes de mais nada queria dizer que o último post me deixou bem chateada. Não adiantou editar e reeditar, ele saiu do jeito que o Blogger quis, e não do jeito que eu costumo editar minhas postagens. Desculpem. Bem, chega de choramingar...

Depois que saí do último apartamento em que morei, eu nunca pensei que moraria em um apartamento de novo... Quando me mudei pra essa casa, esperava morar nela até construir a minha própria, mas a vida é um incessante desenrolar de quebradas-de-cara e pagadas-pela-língua. No bom sentido, não há pessimismo na afirmação. Então, como dizia, estou de mudança, e pra um apartamento... Aproveito pra dizer que é por isso que ando tão sumida. A decisão de mudar e a energia despendida para procurar um outro canto são esgotantes... Sem contar nas quarenta e sete outras coisas que estão acontecendo na minha vida atualmente, ao mesmo tempo.
Mudar é bom, dá um certo trabalho, mas é bom. O lado bom é que a gente joga um monte de coisas inúteis que vão se acumulando ao longo da existência, renova as energias domésticas. O lado ruim é tirar tudo dos móveis, preparar as caixas, acompanhar a mudança em si, fazer um faxinão na casa nova, fazer reparos cá e lá, pintar a antiga morada, todo aquele processo burocrático e logístico de mudança de endereço.
Mas dessa vez, o que será pior, pior.... será ter que deixar minha bananeira linda que está dando seu primeiro cacho... e meu mamoeiro carregadinho de mamões verdes, prestes a amadurecerem... A bananeira, que trouxe de Mamanguape... plantei, vi crescer... o cacho que vi aparecer, as bananas que engordam cada dia mais... que acompanho... É como gestar um filho e parir pra outra criar... que dó. 
QUE DÓ!
Acho que vou convencer o corretor a me permitir colher o cacho de banana, quando ele estiver pronto... vou exigir que ele insira isso no próximo contrato de locação que a casa tiver: "O cacho de banana que porventura existir quando da entrega das chaves é de propriedade inalienável da antiga moradora"...
Ou então eu vou ter que fazer um ritual de desapego... Fazer meu luto, vai ser difícil.
Pela casa, que adoro, não vou sofrer não. Já morei em lugares ainda melhores - em Brasília morava no  Paraíso, quem conhece sabe - e sei que um dia estarei na minha casa, feita do jeitinho que quero. 
Mas pela bananeira... Desculpem, eu sou um ser inferior.

9 de julho de 2011

Charada

Chegando de viagem, minha filha mais velha me fez a seguinte charada:

O que é, o que é...
Na cozinha é um tempero,
No jardim é uma flor,
E no rosto é uma marca...
?

Ela pediu: "mãe, coloca no seu blog para seus amigos adivinharem". E aí, alguém arrisca?

30 de junho de 2011

Pra pensar um pouquinho

"(...) é dito no Ayurveda que, embora as pessoas difiram na constituição, existem certos fatores comuns que causam desordens e doenças que tem um período similar e cujos sintomas podem surgir e destruir a comunidade (as epidemias). Estes fatores nas comunidades são o ar, á água, o local e a época. Ar (...) terrivelmente barulhento, excessivamente conflitante, zunindo e afetado por um odor impróprio, (...) poeira e fumaça. Água (...) excessivamente alterada em relação a odor, cor, gosto e tato, (...) sem aves aquáticas e animais aquáticos em número reduzido. Local (...) (com) cor, odor, gosto e tato muito afetados, (...) (com) problemas devido a répteis, animais violentos, mosquitos, gafanhotos, moscas, ratos, corujas, abutres, chacais, (...) pássaros e cães choram ali, condições dolorosas de vários animais e pássaros; virtudes abandonadas como honestidade, modéstia, boa conduta, bom comportamento e outros méritos, rios agitados e inundados, ocorrência frequente de (...) terremotos (...). A época (...) mostrando sinais contrários, excessivos ou deficientes em relação aos da estação."
"Como todo o universo é formado pelos mesmos cinco elementos, tudo à nossa volta nos afeta, mas nós também afetamos o ambiente. A degradação moral traz impactos ao meio ambiente e subsequentemente aparecem as epidemias e as comunidades são destruídas."
"(...) esquecemos que aquilo que fazemos ao nosso ambiente retornará para nós mais cedo ou mais tarde, pois tudo é cíclico neste universo."

Vinod Verma
Ayurveda - A medicina indiana que promove a saúde integral.

24 de junho de 2011

Tropical français


Hoje, meu blog completou um ano. Mais de 8000 acessos. Eu não esperava. Nunca pensei, inclusive, que fosse gostar tanto da brincadeira. Quando passo mais de uma semana sem postar nada fico ansiosa, com medo de que os leitores assíduos achem que abandonei o blog... Sou só um pouquinho paranóica :)
Pra comemorar o aniversário, ao invés de postar uma receita de bolo, resolvir contar aqui como foi uma noitada que fiz aqui em casa.

Diga-se de passagem, eu adoro receber amigos em casa. Adoro elaborar o cardápio, comprar os ingredientes, as bebidas, preparar tudo e servir. Adoro todas as etapas do processo! Eu lembro de uma festa/brunch de aniversário que fiz para minhas filhas antes de sair de Brasília, para elas poderem se despedir dos amiguinhos da escola em grande estilo. Eu fiz tudo, tudo, tudo. Minto... só não fiz alguns brigadeiros e uns salgadinhos vegetarianos que encomendei num restaurante natureba (só de lembrar deles fico com água na boca, acreditem...), e é claro, também não fiz a decoração com os balões... Algumas amigas até já pediram pra eu colocar as receitas das coisas que fiz no aniversário aqui no blog. Bem, algumas delas eu já postei, como a quiche, a torta de liquidificador e o docinho de frutas secas (mas falta ainda o pão de alecrim e azeitonas, o salpicão, o bolo de chocolate, o bom-bocado, as trufas, quê mais? Acho que tinha mais coisas, mas eu esqueci. Adriana, você lembra?). Enfim, eu achei maravilhoso preparar tudo aos poucos, elaborar os convites, as lembrancinhas, encomendar os brigadeiros, as mesas e cadeiras, contratar a decoração com balões, o pula-pula e a piscina de bolinhas, comprar as flores, montar a mesa com os comes e bebes, servir, ver a casa cheia de pessoas queridas...

Bem, fechando o parêntese, dessa vez a ocasião foi bem diferente. Sem crianças, pra começar. E bemmmmm menos gente, na verdade seis pessoas. O encontro foi uma réplica de outro que fizemos na casa da amiga mais chique que alguém pode ter, regada a vinho late harvest e foie gras. Pra (tentar) ficar à altura, ti punch com rum Haitiano legítimo (e justiça seja feita, trazido pelo marido da amiga mais chique que alguém pode ter, ou seja, o marido-da-amiga mais chique que alguém pode ter) e comidinhas inspiradas no lado de cá do Oceano Atlântico: mix de castanhas brasileiras (de cajú e do pará), bolinho de peixe, escondidinho de carne de sol, salada de abacate e camarão. O ti punch foi a base de suco de cajú, goiaba e maracujá. Ah! E incrementado com raspas de limão... Alguem aí falou siciliano?



Minhas amigas são muito chiques, não? Ops... a chique do meio sou eu, tá?

PS: Eu queria aproveitar pra responder, en passant, uma leitora que me pediu pra postar o endereço da loja que menciono nessa postagem da receita de pavê de cupuaçu. A lojinha fechou e parece que na verdade mudou de endereço... Mas eu não sei onde ela fica agora. Alguem aí sabe do paradeiro da loja?


2 de junho de 2011

Amizade


Tenho amigas que ligam, escrevem, e encontram comigo o tempo todo. Tenho amiga que não escreve, mas liga. Tenho amigas que não ligam, mas escrevem. Tenho amigos que não escrevem, não ligam, mas pensam. Tenho amiga que não escreve, não liga, raramente pensa, mas quando pensa, manda uma mensagem enorme, contando tudo o que viveu desde a última vez que falou comigo. Tenho amigos que são meus amigos há anos. Tenho amiga que conheci hoje. Tenho amiga que eu vi, pessoalmente, duas vezes. Tenho amiga que foi minha conhecida a vida inteira, mas só de uns meses pra cá virou amiga. Tenho amigo que conheci no trabalho, foi morar a milhares de quilômetros de distância mas continua meu amigo, fora do trabalho. Tenho namorado que virou amigo (mas não tenho nenhum amigo que virou namorado!). Tenho amigos que foram meus melhores amigos por um tempo, mas eu fui embora e nunca mais os vi, apesar de continuar lembrando deles.
Não são tantos amigos, mas todos tem, ou tiveram, um papel marcante na minha vida. Alguns, passaram só pra me mostrar do que não gosto (ou não preciso) numa amizade, mas isso também vale muito!
E esse negócio de internet... eu não estou em NENHUMA rede social. Uma amiga me disse recentemente: qualquer dia desses, se você não estiver no facebook, você não existirá para a sociedade. Será? Interessante que já ouvi várias pessoas falarem que gostam de morar em cidade grande por conta do anonimato... Alguém ainda consegue ser anônimo, com tantas formas de socialização dos detalhes de sua própria vida?
Eu gosto da internet. Sem ela, não teria mais muitos amigos, certamente, ou então teria que viver sentada numa cadeira escrevendo cartas (eu disse escrevendo cartas, e não digitando e-mailes) pros amigos... Sem internet eu não estaria dividindo minhas invencionices culinárias com ninguém. Ninguém do Brasil, Arábia Saudita, Canadá, Estados Unidos, Portugal, França, Alemanha, Austrália, Holanda, Bélgica, Eslovênia (eu sei, Eslovênia parece impossível, mas sabe como é, tem brasileiro por todo lugar) estaria lendo minhas maluquices. Apesar disso, pouca gente tem coragem/vontade/paciência pra deixar um pitaco por aqui. Fique a vontade! E falando nisso, alguém deixou um pitaco com um link para um video no youtube, que não é um video, é uma música, que é linda (está nessa postagem)! Fala de comida, claro, mas também de liberdade. Liberdade para se viver o que se quer viver. Não sei quem foi, mas obrigada! A música é linda, a voz é linda. E você, que colocou o pitaco, mesmo sem eu saber quem você é, certamente é meu amigo.

11 de maio de 2011

Enquanto isso...

Muita água rolou nessa minha ausência...
O principe encantado casou (ainda resta o irmão caçula. Meio rebelde, eu sei... Dá até vontade de puxar pelos cabelos, não?)
Osama morreu (acho que o casamento do príncipe teve mais inlfuência na minha vida...)
O dia das mães passou (só lembram das mães um dia no ano... isso me exaspera)

E eu?

Bem...

Trabalhei...

Trabalhei...

Trabalhei...

Ah! E assisti a "Comer, rezar e amar"... Eu amei o Javier Bardem falando português!!!! "Cuidado com as meninas... elas são perigossssas". Ai, ai...

Na verdade eu até tentei uma receitinha para o dia das mães, pra tentar me enquadrar nesse sistema de blogueiras-que-postam-receitas-comemorativas, mas a receita ficou medíocre, então achei melhor não colocar aqui. Para vocês verem, quando a gente não coloca uma boa intenção, as coisas não funcionam.

Mas... não é hoje que vou postar mais uma receita pra vocês. Só vim dar um alô, pra vocês não acharem que eu desisti do brógui! E para não pensarem que meu trabalho não vale minha ausência, vejam:




1 de maio de 2011

Manias

Gosto de tomar chá de noite e café de manhã (de pijama... nos dois casos);
Eu prefiro fazer a comprar pronto;
Só leio um livro e vejo um filme uma vez (ok, com exceção de Dirty Dancing, que assisti umas 4 vezes... mas eu era pré-adolescente, não conta...);
Gosto de esmalte escuro nas mãos e claro nos pés;
Quando a comida é boa, e a fome é grande, eu como gemendo (às vezes, basta a fome estar grande...);
Como iogurte de sobremesa do jantar (de soja...);
Não gosto de dormir depois do almoço;
Lembro do perfume das pessoas, antes de lembrar dos nomes (e lembro dos cheiros das coisas, casas, cozinhas, campos...);
Adoro ver seriados de TV a cabo quando durmo em hotel (vai ver que é porque não tenho televisão em casa...);
Não consigo guardar raiva de ninguém no coração (posso até guardar por um tempo, mas o rancor me consome e tenho que deixar a raiva sair pra ficar bem de novo);
Vivo identificando meus momentos em letras de música (não, não, não tem nenhuma do Roberto Carlos no repertório!);

Eu ando muito pensativa ultimamente...

11 de março de 2011

Data querida


Minha avó fez 96 anos. Ainda quer ser independente, ainda é a melhor enfermeira que eu conheço, é reconhecida até hoje pelos profissionais de sua área. Dedicou a vida a criar os filhos, ao seu trabalho. Um exemplo a ser seguido, de determinação, responsabilidade e caráter. Uma referência para as mulheres da família, uma verdadeira mulher (moderna, apesar da idade): mãe, profissional, dona-de-casa, esposa, filha.
Parabéns, vovó! Parabéns pela sua vida.

27 de fevereiro de 2011

Cara nova

Queridos leitores,

Passou meio batido, mas o fato é que o último post foi o 50° do blog. E para comemorar, pensei em deixá-lo mais bonitinho, com cara de blog sério, ;)
Vejam então que algumas coisas mudaram. Acho que agora ficou melhor, a proposta fica evidente já no título, não acham? Mudei umas coisinhas aqui do lado direito também, e atualizei a página de artigos e referências, lá em cima. Fiquem a vontade pra dar uma olhadinha geral.

Queria aproveitar a ocasião para dar um alô aos que me acessam de muito longe, não sei sequer se entendem meu português, então: HI YOU THAT DON´T SPEAK PORTUGUESE!!!
E também para minha tia querida, que aprendeu a falar português em 1979 e até hoje não esqueceu de tudo: Bonjour Tata Clo, toi qui est si loin et qui essaie de me lire bravement!

Beijos a todos, em breve trarei mais receitas!

Ma

7 de fevereiro de 2011

No meio de coqueirais intermináveis


Como vocês sabem, estou de férias. Aliás, é bom lembrar, pois do jeito que anda esse blog, parece até que estou trabalhando mais do que nunca. Bem, caros amigos e amigas leitores, férias com crianças são férias DAS CRIANÇAS. Enfim, quem tem, sabe o que estou querendo dizer.
Mas chega de rodeios. Passamos a semana passada numa pousadinha escondida lá no litoral de Alagoas. Nunca tinha ida a Alagoas, dá pra acreditar? Por todos os lugares que percorremos deu pra observar uma grande mistura de casas de veraneio com casas de pescadores e várias pousadas de todas as qualidades imagináveis.
Em nenhum momento tivemos a impressão de estarmos em praias privativas, invadidas por empresários estrangeiros (ou não) se apropriando da natureza em benefício próprio, em detrimento da comunidade originalmente local. É um alívio saber que ainda existem praias bonitas nesse Nordeste sem esses novos ocupantes... O lugar é tão encantador que com certeza vamos voltar.
Trouxemos de lá muitas fotos, lembranças de comidas gostosas (vou postar algumas em breve), espetinhos de madeira lindinhos e, claro, vários pacotes de biscoito de Maragogi!



31 de dezembro de 2010

Mais um ano

Mais um ano que acaba nos mostrando friamente a efemeridade da vida... A cada final de ano, tenho a impressão que o tempo está passando cada vez mais rápido... vocês não?
Nosso blog tem já alguns meses de vida e algumas receitas que ficaram gravadas na minha mente. Acho legal os post de retrospectivas e melhores receitas que tenho visto por aí, mas no meu caso, acho um pouco cedo pra fazer um post assim. Gosto de cada receita que compartilhei com vocês. Claro que algumas me perseguem com mais insistência; não consigo parar de pensar no cheese cake, nas madeleines, no marshmallow de morango, no crumble, no queijo de iogurte, nas quiches, na lasanha. Essas são, no meu ponto de vista, as que mais tem a cara desse blog: a busca incansável por transformar uma vida sem leite numa coisa provável e normal (e gostosa!).

Recebi também, nesse final de ano, muitas mensagens lindas de votos e desejos e realmente a mais bonita foi uma que desejava a cada um de nós que nos tornássemos pessoas melhores para o ano que vem. Cada ano que se inicia já começa cheio de expectativas e cobranças... coitadinhos! Mas e nós? O que fazemos para merecer cada novo ano que se inicia?

Que todas as experiências vividas até agora na sua vida, livros lidos, viagens, momentos difíceis, tristezas, perdas, conquistas, sirvam efetivamente para seu crescimento pessoal, e que em 2011 você consiga ver com cada vez mais consciência a beleza da vida!


1 de dezembro de 2010

Cozinhas para ler


Quem gosta de cozinhar gosta de livros de culinária, certo? Na verdade eu prefiro livros sobre comida, não necessariamente livros de receitas. Acho muito mais inspirador um romance cujos personagens vivem na cozinha do que um livro cheio de receitas umas atrás das outras... Entendam-me... livros de receitas são essenciais para achar uma ideia do que fazer naquele almoço especial ou no jantar daquela noite em que a inspiração simplesmente não vem. Mas o que me dá a vontade de ficar na cozinha um dia inteiro são aqueles livros que contam estórias de pessoas cozinhando, ou comendo...
Se você conhece alguém que gosta de cozinhar e de ler, tenho algumas sugestões de livros que podem agradar:

Escola dos Sabores, de Erica Bauermeister. Editora Sextante. O livro gira em torno de oito personagens que se conhecem em um curso de culinária. A estória é agradável, dá pra ler em um estalo (ideal pra ler naquelas viagens de avião ou ônibus um pouco longas), e de quebra ainda traz algumas receitinhas.







Os caçadores de Frutas, de Adam Leith Gollner. Editora Larousse. Um maluco que escreveu um livro inteiro sobre frutas, das mais raras às mais comuns. É bom para se ter uma visão mais "científica" das frutas e sobretudo quebrar alguns paradigmas sobre as frutas que comemos. Eu parei de comprar algumas, depois que li o livro. Você vai entender porque antigamente as frutas tinham gosto de fruta e hoje as frutas tem gosto de papel...





Uma história comestível da humanidade, de Tom Standage. Editora Zahar. Eis o que diz a contra-capa: "Tom Standage conta a história da humanidade de modo inusitado: através da comida. De grupos pré-históricos à Guerra Fria, da Era dos Descobrimentos à polêmica sobre os trangênicos, o autor nos mostra como os alimentos moldaram nosso mundo e determinaram o que somos hoje."
É isso mesmo. Um pouco de informação crítica sobre o que comemos hoje e porquê.




Afrodite, de Isabel Allende. Editora Bertrand Brasil. Livro clássico. Divertido, bem escrito e de quebra traz receitas inspiradoras. Para quem quer dar um up na relação, ou levar o marido pra cozinha ;).









Minha vida na França, de Julia Child e Alex Prud'homme. Editora Seoman. O filme Julie and Julia foi inspirado também nesse livro. Você pode achar que o tema está muito batido, mas vou confessar: esse livro é ótimo. Além de falar de comida o tempo todo, a autora dá uma lição de vida. Ela aproveitou a vida como poucos, sempre positiva e entusiástica!







Se você tiver alguma sugestão, deixe um comentário!

27 de novembro de 2010

Flores do jardim

Flores grandes...


Flores minúsculas...


Flores exuberantes...


E o pimentão que não sossega!